O prefeito de Cerro Branco, Marlon Leandro Melchior, o Tuta, participou do Giro Regional, na manhã desta sexta-feira, 20. Ele rebateu as acusações do Ministério Público do Estado, sobre um suposto esquema de fraudes, sobretudo em relação à licitações, no segundo semestre do ano passado. As denúncias foram feitas na Procuradoria dos Prefeitos, em Porto Alegre. Na terça-feira, 17, o órgão deflagrou operação e realizou buscas na prefeitura, nas casas do prefeito, ex-secretários e vereadores.
Conforme Tuta, as acusações são sobre verbas destinadas ao hospital da cidade, sobre rotas de recolhimento de lixo e sobre compras em uma loja de materiais de construção da cidade. Ele disse que a verba que destinou à casa de saúde foi, sim, aprovada. “Eu jamais iria roubar um hospital que eu peguei quebrado e consegui reerguer”, disse. Sobre o recolhimento de lixo no interior, o chefe do Executivo disse que paga R$ 1.200,00 a cada recolhimento. “Eu não posso escolher e chamar quem eu bem entendo, é licitação”, explicou. Já sobre a compra de materiais de construção, Tuta disse que o município teve três decretos de situação de emergência e por isso foram feitas aquisições de materiais para reparar as residências e pontes atingidas. “Eu não posso esperar e deixar as pessoas desamparadas”, disse.
O prefeito ainda criticou a forma de agir do Ministério Público. “Hoje a minha filha não pode ir ao colégio, pois perguntaram a ela se o pai dela era ladrão”, desabafou. Ele também citou que recebeu inúmeras mensagens de cunho pejorativo. “Me chamaram até de gago ladrão. Se tivessem encontrado alguma coisa eu não estaria aqui dando essa entrevista”, disse. A investigação segue no Ministério Público do Estado.
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