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“Mãe é quem cuida”, diz o filho das quatro mães

O sentido da palavra mãe vai muito além de uma mulher que deu à luz uma criança. Mãe é aquela que está presente em todas as fases da vida e que está sempre pronta para ajudar um filho. Para o músico Moisés Schmidt, de 30 anos, essa bênção vem quadruplicada: ele tem quatro mães – a biológica, Jovilde dos Santos, as tias Marilene Moraes e Ivone Schmidt  e a irmã mais velha, Mari Schmidt. “Mãe é quem cuida, assim como todas elas me cuidam, é quem ama. Não é só colocar no mundo. E é por isso que elas são minhas quatro mães. Me cuidam, me ajudam, me aconselham, me mostram o caminho. E feliz de mim que tenho quatro mães”, reconhece. 

A afinidade com as quatro mães sempre existiu. Com Jovilde, de 59 anos, a mãe de sangue, sempre teve uma boa relação. Foi ela quem trocou as fraldas, ajudou nos primeiros temas da escola. A tia Marilene, de 62 anos, além de dar uma mãozinha nos cuidados enquanto bebê, também era quem recebia o sobrinho quase todos os fins de semana na moradia, em Cerro Alegre Baixo. “Ele não morava comigo, mas vivia aqui brincando com o meu filho”, recorda Marilene. Boa parte das artes, foi na chácara que aconteceu. 

Jovilde se mudou para Santa Catarina com o filho, onde Moisés morou por alguns anos, mas a distância não separou da dinda Ivone, da irmã Mari e da tia Marilene. Todas sempre mantiveram contato para saber como estava o queridinho delas. Quando passou no vestibular para Educação Física, na Unisc, o hoje músico voltou para Santa Cruz e buscou um cantinho na casa da Ivone, de 52 anos, para facilitar os estudos. “Para mim, esse período foi complicado porque tenho um filho e os dois brigavam demais. Uma vez tive que separar eles 3h30 da madrugada, de tanto que brigavam. Se amam, mas se matavam brigando”, conta Ivone. “Briga de irmão, é normal”, justifica Moisés.

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Filho de músico, Moisés sempre pendeu para o lado artístico e acabou largando a vida acadêmica, que estava quase concluída. No início da carreira, deu uma folga para a dinda e foi morar com a irmã. Mari, 42, sempre foi protetora, mas relação de irmãos se misturou ainda mais com a de mãe e filho. “Eu já tenho dois filhos e, para mim, o Moisés é uma mistura. Às vezes ele é o meu irmão porque me dá puxão de orelha. Porém, na maioria das vezes, me pego mais preocupada com o Moisés do que com os meus próprios filhos, pois os meus filhos estão aqui na minha casa e o Moisés não. Ele sai pra viajar e eu já fico pensando ‘como será que ele está? Já chegou? Está bem?’”, comenta a professora.

Com os pais separados, o santa-cruzense ainda teve a sorte grande de ter uma “boadrasta”, como chama, por quem tem muita gratidão. “Ela também fez muita coisa por mim”, admite.  Entretanto, mesmo com tantas mães emprestadas, dona Jovilde só tem ciúmes de uma. “Tenho ciúmes da Marilene”, revela. “Porque ela me provoca. Ela chega a cochichar no ouvido dele para eu não saber o que está falando. Mas eu me considero a mãe mais feliz do mundo, pois meu filho tem todas essas mães maravilhosas. Ele tem um pai maravilhoso também, um pai coruja que participa muito da vida dele e que compensou aquilo que nós não pudemos dar”. 

Amor que conquista tantas mães

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O papel de mãe não é fácil, mas todas as mães sabem que os momentos de felicidade proporcionados pelos filhos compensam. Para ser mãe também é preciso muita afinidade e carinho por um filho, de sangue ou coração. No caso de Moisés, Jovilde atribui a conquista de tantas mães a um só motivo: o amor. “O Moisés é o amor. Ele sabe tratar bem, tem um jeito especial para lidar com as pessoas, ele te convence a emprestar R$ 10 mil na hora, ele é uma pessoa boa. Tem um coração bom”, diz a mãe emocionada.

Apesar de tantos elogios ao filho, as quatro mães também reconhecem o trabalho que ele dá. Solteiro e com uma carreira que demanda muitas viagens, a preocupação não dá folga para Jovilde, Marilene, Mari e Ivone. “Estou sempre preocupada como é que ele está, se está bem, se está voltando. Sempre digo que eu tenho três filhos, mas na verdade, os que não são de sangue são os que mais me dão preocupação, pois o meu filho é quietinho”, explica.

Sempre tem uma mãe para dar colo

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Carinho, atenção e amor é o que não faltam para Moisés com todas essas mães corujas. “Quando quero um cafézinho da tarde eu ligo pra uma. Se uma não tem, eu vou na outra, mas sempre uma tem. A mesma coisa é com dinheiro. Quando estou precisando emprestado ligo para uma, se não tem, ligo pra outra, e assim vai”, conta o músico. Marilene confirma: “Aí quando o dinheiro é muito, cada uma dá um pouco”. “Mas na maioria das vezes a mais prejudicada sou eu, a que não recebe o dinheiro de volta”, entrega Jovilde, aos risos. 

Além do café e do dinheiro, as quatro garantem que sempre têm um colo para o filho. “Na hora que ele precisa conversar procura a gente pra dar um conselho, uma opinião. Quer sempre saber o que a gente acha, se ele faz isso ou aquilo”, comenta Marilene. Porém, a torcida delas é por uma ajudante para que Moisés possa dar folga. “Estamos rezando agora pra ele arrumar uma namorada logo”, revela a dinda Ivone. O que eles não haviam se dado conta é que quatro mães também significam quatro sogras, o que pode dificultar a aproximação das pretendentes. “Pode colocar na matéria que vão ser as quatro sogras mais boazinhas do mundo”, brinca Marilene.

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