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Manifestação reuniu 275 mil pessoas na Avenida Paulista

A Polícia Militar divulgou, no final da tarde deste domingo, 12, em seu Twitter, que, às 16 horas, a manifestação na Avenida Paulista reuniu 275 mil pessoas. A corporação também definiu na rede social que o protesto ocorreu de forma “absolutamente pacífica”. Na manifestação do dia 15 de março, a corporação contabilizou 1 milhão de pessoas.

Enquanto os carros de som faziam discursos acalorados, alguns pipoqueiros e vendedores de apitos e faixas ofereciam seus produtos aos manifestantes.

André Araújo, 34, foi ao ato deste domingo porque considera a condição atual do país inaceitável e elencou como principais problemas a corrupção, a má gestão, o desperdício dos recursos públicos, o aumento dos impostos, a inflação e a má condução da economia. “A manifestação é uma maneira da população se expressar e isso ecoar para outras pessoas. Isso tem uma repercussão na mídia, nas cidades do interior, para as pessoas que também compartilham dessa opinião”.

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O movimento SOS Forças Armadas, que defende a intervenção militar, teve a menor adesão entre as organizações que protestam na Avenida Paulista na tarde deste domingo. Em reunião com a Polícia Militar, os grupos que convocaram a manifestação definiram lugares fixos para os carros de som. Antes, o Movimento Brasil Livre chegou a acionar a Justiça para que os grupos que defendem a intervenção militar mantivessem distância do carro de som do movimento. Com o acordo, cada grupo ficou com um espaço definido e o Brasil Livre desistiu da demanda judicial.

Na opinião de um dos organizadores do SOS Forças Militares, Mauro Guimarães, a rejeição dos outros movimentos em relação ao grupo é fruto de preconceito. Segundo Guimarães, que é professor de inglês e já serviu no Exército, a reivindicação do movimento é baseada no Artigo 142 da Constituição.

Essa parte da Carta Magna determina as atribuições e funcionamento das Forças Armadas. Guimarães, no entanto, acrescenta, por conta própria, uma suposta previsão de intervenção militar ao texto constitucional. “A intervenção militar é quando o povo pede”, diz para tentar diferenciar a intervenção de golpe militar, como o que levou à ditadura iniciada em 1964 e que durou até 1985.

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No período, o Estado brasileiro restringiu as liberdades individuais e praticou violações dos direitos humanos. A imprensa foi censurada e a liberdade de expressão suprimida. A tortura foi usada nos interrogatórios dos opositores do regime.

Pelo menos 434 pessoas foram mortas ou desapareceram por ação dos agentes da repressão. Mas, segundo o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, o número não leva em conta os camponeses e indígenas que também sofreram com as ações dos agentes da ditadura. A identificação dessas pessoas deverá aumentar o número de vítimas da ditadura.

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