Votação ocorreu na noite dessa quarta-feira | Foto: Bruno Spada/Agência Câmara
O Brasil vivenciou uma série de absurdos, nesta semana, durante o processo de votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera a escala de trabalho e a carga horária semanal dos brasileiros. Já se viu disputa de grêmio estudantil com mais coerência política do que a apresentada pelos representantes do povo na Câmara dos Deputados. E as barbaridades foram protagonizadas pelos dois lados da polarização, não tendo vitoriosos; restou apenas um acúmulo de moralmente derrotados.
O primeiro absurdo é a forma célere como ocorreu a tramitação, a partir do “acordo” entre governo e o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). A comissão especial foi criada e as sessões regimentais empilhadas para dar conta de terminar maio com o texto aprovado e encaminhado para o Senado. Mas para que tanta agilidade? O fato de ser ano eleitoral pode dizer muita coisa sobre isso.
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Do outro lado, a oposição mostrou-se contrária à mudança, pois representa aumento de custo ao empresariado, o que deve ser convertido em preços maiores aos consumidores. Mas esses mesmos consumidores são favoráveis (mais de 70% em algumas pesquisas), o que fez com que a oposição deixasse de ser tão opositora. Nesse caso, leia-se consumidores = eleitores. Então, para bagunçar um pouco o coreto, chegou-se a cogitar a ideia de apresentar o regime 4×3 para, palavra de deputado, começar a quebradeira e o governo ficar como responsável.
Não dá para generalizar. Alguns deputados mantiveram a coerência do discurso e se posicionaram contrários à mudança. Não está se afirmando que estão certos ou errados, apenas que votaram de acordo com a manifestação que haviam feito antes do início dos votos.
O mau exemplo de atitudes políticas, nesta semana, será restrito a Brasília. Os prefeitos de Santa Cruz do Sul e Nova Santa Rita demonstraram que é mais importante administrar pelo interesse público do que ficar atrelado às picuinhas políticas. Sérgio Moraes (PL) visitou o município da Região Metropolitana de Porto Alegre, administrado pelo petista Rodrigo Battistella. O motivo do encontro foi conhecer a Policlínica 24 horas, que servirá como referência para a implantação do Centro Integrado de Bem-Estar em Saúde (Cibs), em Santa Cruz do Sul.
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O vice-governador Gabriel Souza (MDB) lançará sua pré-candidatura ao Palácio Piratini neste sábado, 30, em Porto Alegre. Terá em sua chapa Ernani Polo (PSD), como vice; o ex-governador Germano Rigotto (MDB) e o líder do governo na Assembleia Legislativa, Frederico Antunes (PSD) para o Senado. NO grupo dará palanque para o presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) no Rio Grande do Sul. Um ônibus com emedebistas de Santa Cruz do Sul irá à capital para acompanhar o evento.
O pré-candidato Gabriel Souza será o convidado do projeto Diálogos ACI, no dia 26 de junho, às 14 horas. Será no Hotel Águas Claras. A ACI lidera o grupo de entidades empresariais locais nessa iniciativa que receberá os quatro que aparecem em posição nas pesquisas de opinião pública da disputa do Piratini. Luciano Zucco (PL) já participou.
A última sessão legislativa foi marcada por um momento de forte posicionamento político na tribuna. O vereador Professor Cleber (União Brasil) chamou atenção ao fazer um pedido formal para que sua manifestação constasse integralmente na ata oficial da Câmara. O pronunciamento começou em tom de reconhecimento. Destacou os secretários Edson Kern e Jane Sabin pelo trato com o Legislativo.
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O tom de homenagem logo deu lugar a uma crítica em tom de recado direcionada a outros integrantes da administração. Sem citar nomes, o vereador subiu o tom e lamentou a falta de diálogo de alguns chefes de pasta. A fala repercutiu evidenciando descontentamento de parte dos parlamentares com o atendimento de demandas e requerimentos por parte de determinados setores do Executivo.
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