Na quinta-feira, 19, os deputados Heitor Schuch (federal) e Elton Weber (estadual) comunicaram sua saída do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e a decisão de se filiarem ao Partido Social Democrático (PSD)
O PSD não é um partido tradicional no Rio Grande do Sul. Afora alguns nomes isolados, como o do deputado Danrlei de Deus, a legenda não conseguia ser atrativa para os que já estão em alguma sigla ou aqueles que nunca se filiaram e precisavam de um caminho. A situação não é a mesma em outros estados. Há locais onde se destaca, sobretudo pela força do seu líder nacional, Gilberto Kassab.
O assunto é tratado basicamente no passado, porque a partir deste sábado, 21, o PSD assumirá um posto entre os partidões, aqueles que acumulam grande número de filiados e de eleitos. A janela de transferência partidária em ano eleitoral fará com que muita gente assine ficha com esse representante do Centro. E o motivo é bem específico: o governador Eduardo Leite. Talvez seja a maior migração político-partidária da história.
Entre os nomes fortes, a maior parte dos deputados do PSDB, ingressam os integrantes do PSB, Elton Weber e Heitor Schuch, além de todos os prefeitos da legenda. Aqui na região, ainda destaca-se um bloco do PSDB de Rio Pardo, incluindo o vice-prefeito, Alceu Seehaber. Um caso emblemático é o prefeito Gilson Becker, de Vera Cruz. Ele solicitou afastamento por discordância da forma como o PSB tem agido no Estado e em Brasília. Relutou um pouco, mas aceitou o convite de Leite. Gilsão, como tem sido chamado pela região, também é PSD.
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A deputada estadual Kelly Moraes (PL) participou no sábado, 14, da passeata em defesa do combate à violência contra as mulheres. Falou, assim como outros políticos que estiveram por lá, como o deputado Heitor Schuch e o vereador Gerson Vargas. Ela fez questão de frisar que, mais do que representante da Assembleia, falava como mulher, mãe e avó. Por isso, sugeriu que as bandeiras de partido político fossem enroladas. Isso incomodou pessoas que estavam com seus pavilhões, a ponto de gerar alguma vaia e discursos que focaram a atenção na bandeira. É claro que as lideranças femininas dos partidos embandeirados na ocasião atuaram para que a caminhada ocorresse, mas aquele não precisava ser o local para essa exposição.
A maior bandeira naquele momento era a vida das mulheres. Mais importante do que partido A ou B é acabar com o feminicídio. Muitos pensam diferente e defendem a presença das bandeiras – e tudo bem –, mas com a polarização política que vivemos, quando uma bandeira se ergue a outra sai e a causa fica esvaziada.
A Frente Parlamentar de Combate aos Feminicídios e à Violência Contra as Mulheres da Assembleia Legislativa promoveu audiência pública sobre o tema. O encontro foi proposto pelas deputadas Bruna Rodrigues (PCdoB) e Kelly Moraes (PL) – mostrando que as bandeiras descem do mastro quando a causa é mais importante –, e teve a presença da procuradora da Mulher na AL, deputada Eliana Bayer (Republicanos), além do deputado Airton Lima (Podemos).
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Compareceram representantes da Defensoria Pública, Ministério Público, Vara da Mulher, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Brigada Militar, Polícia Civil, entre outros órgãos e entidades. Da Câmara de Santa Cruz, que sediou o evento, acompanharam o presidente Serginho Moraes (PL) e os vereadores Edson Azeredo (PL), Gerson Vargas (PP), Abel Trindade (PL) e Nairo Lopes (PDT). Também estiveram na audiência as suplentes Salete faber (PSB) e Guiomar Machado (União Brasil).
A pesquisa eleitoral realizada pela Real Time Big Data e divulgada pelo Correio do Povo traz importantes alertas. O que chamou a atenção foi a aproximação de Juliana Brizola (PDT) de Luciano Zucco (PL). Em um cenário sem Edegar Pretto (PT), há empate técnico no limite da margem de erro. Quando o petista aparece, a vantagem de Zucco é maior, mas ela continua em segundo.
A outra questão, que deve ter atraído os olhares de quem gosta de política, é o percentual do atual vice-governador, Gabriel Souza (MDB). Nos primeiros levantamentos, ele ficava por volta de 5% das intenções de votos. Nessa semana, variou de 13% e 17%, conforme os cenários. O seu partido é grande e tem tradição de fazer candidatos crescerem, cito: Germano Rigotto e José Ivo Sartori.
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