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Mayra Aguiar é ouro e Brasil leva nove medalhas no primeiro dia em Edmonton

A seleção brasileira de judô cumpriu sua meta no primeiro dia de combates no Campeonato Pan-Americano em Edmonton, no Canadá, subindo ao pódio em todas as categorias disputadas na sexta-feira, 24. Foram quatro medalhas de ouro (com Victor Penalber, Tiago Camilo, Mayra Aguiar e David Moura), quatro de prata (Mariana Silva, Rafael Silva, Rochele Nunes e Luciano Correa) e uma de bronze (Maria Portela). Dos 11 atletas que lutaram, só dois não faturaram medalhas.

No ano passado, o Brasil já havia sido soberano no Pan no masculino, com seis de ouro e uma de prata, enquanto que no feminino hoje quem manda no continente é Cuba. Em 2014, em Guayaquil, no Equador, as brasileiras faturaram só um ouro, contra quatro das cubanas. Só nesta sexta-feira, foram duas vitórias de Cuba em finais e só um ouro para o Brasil, de Mayra Aguiar. O melhor resultado veio na categoria peso pesado, com final brasileira. Líder do ranking mundial, Rafael Silva foi surpreendido por David Moura, 11º do mundo, que garantiu o ouro. No Pan, cada confederação pôde levar quatro atletas extras, além do limite de um por categoria de peso.

Em sua primeira competição desde o título mundial em agosto do ano passado, Mayra Aguiar reencontrou na final sua maior rival, a norte-americana Kayla Harrison. A brasileira venceu pela terceira vez seguida, repetindo o triunfo da semifinal do Mundial passado. Agora são sete vitórias de Mayra contra cinco de Kayla. Com Maria Suelen Altheman machucada, Rochele Nunes foi escalada para o Pan e fez bonito. A gaúcha chegou à final e só perdeu para a cubana Idalys Ortiz, líder do ranking mundial e a quem Suelen nunca venceu em sete confrontos.

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Depois de subir novamente de categoria para “fugir” de Rafaela Silva, Ketleyn Quadros perdeu logo na estreia da chave até 63kg, para a colombiana Diana Velasco. Mariana Silva fez três lutas, sendo duas contra cubanas. Ganhou uma e perdeu outra, ficando com a prata. O ouro foi para Maylin Del Toro Carvajal. Precisando de resultados para se garantir como representante do Brasil na Olimpíada na categoria até 100kg, Luciano Correa não conseguiu se vingar do cubano José Armenteros, de quem havia perdido na final de 2014. Desta vez foi por pouco, já que perdeu na final com um ippon no último segundo. Ainda assim, abre confortável vantagem como melhor brasileiro do ranking.

Enquanto Leandro Guilheiro sofre para se recuperar de lesão no joelho, Victor Penalber se aproxima da Olimpíada. O carioca ganhou o ouro na categoria até 81kg pelo terceiro ano seguido, vencendo o argentino Emmanuel Lucenti na final.
Já Tiago Camilo, apesar de também ter sofrido com recentes lesões, fez final pan-americana pelo terceiro ano seguido. Campeão mundial em 2013, o cubano Asley González não apareceu para lutar a final e garantiu o ouro para o brasileiro, que deve seguir sem concorrentes rumo à vaga olímpica.
 

Maria Portela fica com o bronze na categoria até 70kg

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A única categoria na qual o Brasil não fez final foi a até 70kg, exatamente a mais deficiente na seleção feminina. Bárbara Timo venceu Maria Portela nas quartas de final, mas acabou com resultado pior. Derrotada pela campeã mundial Yuri Alvear (Colômbia), Bárbara perdeu também a disputa pelo bronze para a cubana Onix Cortes Aldama. Portela, por sua vez, se recuperou com duas vitórias na repescagem e garantiu o bronze ao superar a equatoriana Vanessa Chala. Assim, ganhou 80 pontos a mais que Bárbara Timo, ampliando a vantagem que já era de 88 pontos no ranking mundial. Por isso, seguirá tendo a preferência pela convocação para os principais eventos da temporada, incluindo o Mundial, o que lhe dera a oportunidade de correr atrás de mais pontos.

João Caramez

Em 2010, aceitei o convite para atuar como repórter estagiário no Portal Gaz, da Gazeta Grupo de Comunicações. Era o período de expansão do site, criado em 2009, que tornou-se referência em jornalismo online no Vale do Rio Pardo. Em 2012, no ano da formatura na graduação pela Unisc, passei a integrar a equipe do jornal impresso, a Gazeta do Sul, veículo tradicional de abrangência regional fundado em 1945. Com a necessidade de versatilidade para o exercício do jornalismo multimídia, adquiri competências em reportagem, edição, diagramação e fotografia para a produção de conteúdo em texto, áudio e vídeo. Entre as funções, fui editor de País/Mundo e repórter de Geral. Atualmente, sou repórter de Esporte e produzo conteúdo para o site Portal Gaz e jornal Gazeta do Sul. Integro a mesa de debatedores do programa 'Deixa Que Eu Chuto', da Rádio Gazeta FM 107,9, desde 2018. Em 2021, concluí uma pós-graduação em Gestão Estratégica de Negócios pela Ulbra.

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