Tendo à frente o vocalista Colin Hay, 72 anos, banda Men At Work subiu ao palco do Auditório Araújo Vianna na noite fria de quarta-feira para aquecer os fãs com hits que se firmaram na cena do pop rock
Quarta-feira, dia 13, 19h30. O celular indicava que a temperatura marcava 13 graus em Porto Alegre. Contudo, uma enorme multidão formava uma fila em frente ao Auditório Araújo Vianna, no Parque da Redenção. Assim que a equipe anunciou a abertura dos portões, a expectativa no público aumentava à medida que as pessoas subiam a rampa e adentravam a colossal casa de espetáculos culturais.
O motivo era justo: em 105 minutos, precisamente, a banda Men At Work subiu ao palco. Colin Hay, vocalista e líder da banda, arriscou algumas gírias gaúchas, levando o público ao delírio: “Bah, gurizada”, exclamou. A noite fria na capital gaúcha começou a esquentar.
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Fundada em 1979, em Melbourne, na Austrália, Men At Work se consolidou em 1981 com o disco Business as Usual. Tornou-se uma referência no pop rock ao criar uma combinação única entre o new wave e o reggae, criando uma sonoridade confortável e memorável.
Único remanescente da formação original, Hay veio acompanhado de um quinteto de músicos talentosos: San Miguel Perez (guitarra); Yosmel Montejo (baixo); Jimmy Branly (bateria); Rachel Mazer (saxofone, flautas e teclados); e Cecília Noël (backing vocal). No entanto, o líder da banda, aos 72 anos, esbanja carisma e longevidade de sobra, interagindo com o público e entregando um espetáculo imperdível, chegando a sambar no palco.
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A convite da Opinião Produtora, a Gazeta do Sul esteve em Porto Alegre para acompanhar o espetáculo, iniciado com “Touching the Untouchables”, de Business as Usual. Seu ritmo animado e sua letra recheada de críticas sociais demonstraram ser o tiro certeiro para prender a atenção dos fãs. “No Restrictions”, do álbum Cargo (1983), veio na sequência, mais agitada e com um verso memorável sobre aproveitar o presente e não pensar excessivamente no futuro.
O repertório inclui canções da carreira solo de Colin, incluindo “Broken Love”, “Tumblin’ Down”, “Can’t Take This Town”, “Into my Life” e “Looking for Jack”, obras que mantêm a essência do Men At Work e se encaixaram perfeitamente no concerto. No meio delas, tocaram outros clássicos do álbum Business as Usual, como “Down By the Sea” e “I Can See It in Your Eyes”.
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Nas cadeiras do auditório, chamava a atenção a diversidade do público: diferentes gerações cantavam e dançavam ao som das canções, de fãs que acompanharam a banda na década de 1980 e millennials. Prova de que, mesmo após quatro décadas, o som do Men At Work segue impactante, engajando entusiastas ano após ano.
O conjunto ia empilhando um clássico atrás do outro, levando o público a entoar os refrões. Prova disso foi a balada “Everything I Need”, que gerou uma energia vibrante na plateia. Em cada canção, os músicos que acompanhavam Colin mostravam por que estavam no palco tocando clássicos da década de 1980, com espaço para brilharem e demonstrar seu talento. Com destaque para Rachel Mazer, que ganhou os holofotes ao solar no saxofone e na flauta. Já Cecília Noël era um caso à parte: improvisando um portuñol, ela falava com a plateia e dançava incessantemente, engajando a todos com o seu entusiasmo.
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A noite seguiu com a batida mais lenta e introspectiva de “No Sign of Yesterday” e “The Longest Night”, fazendo os fãs viajarem enquanto estavam sentados. O agito foi retomado por “Helpless Automaton”, seguida de “Dr. Heckyll and Mr. Jive”. A etapa final foi marcada pelos maiores sucessos, incluindo “Underground”, “Overkill” e “It’s a Mistake”, até que começou “Who Can It Be Now”.
A essa altura, todos estavam em pé cantando e dançando, chacoalhando o Araújo Vianna e espantando o frio de vez. Era chegada a hora do maior hit do grupo, “Down Under”, um momento triunfal e bastante aguardado, seguido da animadíssima “Be Good Johnny”. Precisamente às 23h15, o Men At Work dava adeus ao público. Passados 47 anos da sua fundação, a banda mostra que o tempo não é uma barreira e entregou aos gaúchos uma noite inesquecível, marcada pela nostalgia e muita alegria.
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