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Menos pressa, mais empatia

Vivemos em um mundo cada vez mais veloz. A velocidade, aqui, se refere ao ritmo em que as coisas acontecem, na forma como temos que administrá-las e na “pressão” de entregar o melhor o mais rápido possível. Seja no trabalho, seja na vida pessoal, vivemos em um mundo em movimento acelerado. Em meio ao caos, nem sempre há espaço para um equilíbrio saudável entre o físico e o mental, entre o pessoal e o profissional.

A pressa inibe sorrisos, cumprimentos e nos torna reféns de uma realidade virtual. Temos pressa. Em tudo. O apego às redes também contribui para a diminuição de ações ditas “normais”, ou, quem sabe, desaparecidas do convívio cotidiano.

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Há alguns anos, após sair de uma loja e entrar em meu carro, percebi que uma senhora, que andava pela calçada à frente do local onde o veículo estava estacionado, deixou cair sua carteira. Aquele dia era mais um daqueles em que a pressa parecia ser maior do que tudo. Não hesitei. Desci do carro e, num gesto quase que automático, lhe entreguei o item. Com um sorriso, ela me agradeceu. Em palavras, disse: “Você salvou meu dia”.

Por um instante parei e pensei: “Teria sido somente ela a beneficiada com a reação?” Por óbvio, sem contar o prejuízo por algum valor dentro da carteira que poderia ter sido perdido, aquela ação permitiu que se evitasse fazer novos documentos ou um transtorno com um possível cancelamento de cartões de crédito. No entanto, o que nem sempre se vê é que também fui beneficiada por fazer o bem. A satisfação de poder ajudar alguém é indescritível. Nos faz melhores. Há muito tempo cultivo esse lema: “Não faça para os outros o que não gostaria que fizessem para você”. E ele é muito verdadeiro.

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São tantas as situações em que é possível se ter empatia e ser gentil. Um fato mais recente (que já aconteceu comigo muitas vezes) envolve um simples cadarço desatado. Você já parou para perceber que um cadarço desamarrado tem o potencial de causar um acidente? Um tropeço, uma queda?

E por falar em gentileza… já pensou em ser gentil com o meio ambiente? Um dos ensinamentos que aprendi com minha mãe, e levo até hoje, é simples, mas munido de um poder absoluto. Comeu uma bala ou algum alimento? Não jogue a embalagem do produto no chão. Com tanta tecnologia e ferramentas disponíveis, não há desculpa para não se fazer o correto. Lembre-se: o papel jogado no chão hoje pode ser o causador de alagamentos amanhã.

Como diria Duca Leindecker: “Se alguém já lhe deu a mão e não pediu mais nada em troca… Pense bem, pois é um dia especial”. Em um mundo que tende ao “virtual” seja a diferença, faça a diferença. Seja gentil. Tenha empatia.

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Carina Weber

Carina Hörbe Weber, de 37 anos, é natural de Cachoeira do Sul. É formada em Jornalismo pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e mestre em Desenvolvimento Regional pela mesma instituição. Iniciou carreira profissional em Cachoeira do Sul com experiência em assessoria de comunicação em um clube da cidade e na produção e apresentação de programas em emissora de rádio local, durante a graduação. Após formada, se dedicou à Academia por dois anos em curso de Mestrado como bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Teve a oportunidade de exercitar a docência em estágio proporcionado pelo curso. Após a conclusão do Mestrado retornou ao mercado de trabalho. Por dez anos atuou como assessora de comunicação em uma organização sindical. No ofício desempenhou várias funções, dentre elas: produção de textos, apresentação e produção de programa de rádio, produção de textos e alimentação de conteúdo de site institucional, protocolos e comunicação interna. Há dois anos trabalha como repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações, tendo a oportunidade de produzir e apresentar programa em vídeo diário.

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