O paulista Adriano de Souza, o Mineirinho, de 28 anos de idade e que ganhou o Mundial de Surfe pela primeira vez na sua carreira, na última quinta-feira, 17, na praia de Pipeline, no Havaí, desembarcou no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, nesta terça-feira, 22. Ele foi recebido por cerca de 100 pessoas, entre familiares e integrantes de duas “torcidas organizadas”. Uma, com 15 pessoas, saiu do Guarujá, litoral de São Paulo, onde o surfista nasceu, e era formada por amigos. A outra, com cerca de dez pessoas, se autodenominava “Brazilian Storm”, apelido dado aos surfistas brasileiros que competem no WCT (a primeira divisão do surfe mundial).
Depois da calorosa recepção, Mineirinho concedeu entrevista coletiva para a imprensa ainda agarrado ao trofeu da Liga Mundial de Surfe (WSL). “Está sendo um sonho. O atleta sonha chegar nesse momento, mas não sabe o que acontece”, revelou o surfista, que repetiu a conquista brasileira do também paulista Gabriel Medina em 2014, na mesma Pipeline, e prevê a sequência do domínio do brasileiros no WCT. “No passado, quando entrei no circuito, faltava muita coisa. Hoje vejo os dez atletas com chance de serem campeões do mundo. O Brasil precisa acreditar nos seus atletas”, defendeu Mineirinho.
O campeão confessou que se inspirou no compatriota Medina, 22, e nos supercampeões do circuito, o norte-americano Kelly Sltaer, 43, e o australiano Mick Fanning, 34. “O Fanning é o cara mais forte mentalmente. Já passou por vários problemas pessoais e, mesmo assim, não se abalou. O Slater é como o vinho: quanto mais velho, melhor. E tem o Gabriel, que mostrou que era possível. Eu peguei um pouco de cada um desses atletas”, confessou Mineirinho, que aposta na evolução dos brazucas no circuito. “O que eu demorei cinco anos para aprender, essa nova molecada que está aí aprende em seis meses”, frisou.
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