Os primeiros sete meses de 2017 apontam para uma redução no número de mortes violentas em Santa Cruz do Sul. A queda em relação ao ano passado, entre janeiro a agosto, é de 38%. Enquanto em 2016 foram registrados 35 assasinatos nesse período, agora foram 22 casos. A maioria dos crimes desse tipo, no entanto, continua ligada a desavenças envolvendo o tráfico de drogas.
Desde 2012, o número de homicídios apresenta elevação no município. O período coincide com uma mudança no perfil do tráfico, que passou a ser comandado por uma facção criminosa na segunda metade daquele ano. No ano passado, por exemplo, mais que dobrou o total de assassinatos no município. Foram 44 registros, três deles casos de latrocínios (roubos com morte).
Neste ano, até o momento houve uma vítima de latrocínio em Santa Cruz. Em outro caso, em uma tentativa de assalto no Bairro Universitário, o autor do roubo acabou sendo morto durante uma reação das vítimas. A maioria dos alvos de homicídios continuam sendo homens. Dos 22 casos registrados em 2017, apenas em três deles as vítimas foram mulheres.
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Em relação aos locais onde os crimes foram cometidos, os bairros Progresso, Dona Carlota e Faxinal Menino Deus tiveram o maior número de ocorrências, com quatro mortes em cada um. Os bairros Universitário, Rio Pardinho, Centro e Santa Vitória tiveram dois assassinatos cada. Houve ainda um registro no Independência e outro no Bom Jesus. O modo de execução dos crimes não difere do que se verificou ano passado. Cerca de 70% das vítimas foram mortas com disparos de arma de fogo.
Comparação com outros anos
Se comparado a anos anteriores, o total de registros nestes sete primeiros meses é superior ao de 2015 e ao de 2014. Em 2015, foram 20 assassinatos. Destes, 13 aconteceram entre janeiro e agosto. Em 2014 foram 33 mortes violentas no ano, 17 delas nos sete primeiros meses. Já em 2013, quando 28 foram mortos, o número de assassinatos entre janeiro e agosto foi idêntico ao de 2017, com 22 registros.
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