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Mortos em ataque no Quênia já chega a 147

Atiradores mascarados ligados à milícia radical Al Shabaab, originária da Somália, invadiram uma universidade no nordeste do Quênia nesta quinta-feira, 2, e atacaram estudantes cristãos, deixando ao menos 147 mortos e dezenas de feridos, disse no Twitter o Centro de Operação Nacional de Desastre do Quênia.

As forças de segurança chegaram a isolar os atiradores em um dormitório na Universidade de Garissa, onde pessoas foram mantidas como reféns. Segundo a polícia, o cerco ao local terminou com a morte dos quatro autores do ataque.
Collins Wetangula, vice-presidente do diretório estudantil da universidade, relatou ter ouvido disparos em um dormitório. “Eram ouvidos apenas passos e tiros. Ninguém estava gritando porque isso poderia chamar a atenção dos atiradores”, relatou Wetangula.

Os atiradores invadiram os dormitórios perguntando às pessoas se eram cristãs ou muçulmanas. “Quem fosse cristão era baleado ali mesmo”, disse o estudante. “A cada tiro que ouvia, eu pensava que iria morrer.” Ele foi resgatado com outros estudantes por agentes de segurança.

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Em março, a milícia Al Shabaab reivindicou um ataque que deixou 12 mortos próximo à fronteira com à Somália. O alvo do ataque foi o comboio do governador da província. Segundo a polícia, 312 pessoas morreram em ataques da Al Shabaab no Quênia entre 2012 e 2014.

Somente na Universidade de Garissa, alvo de ataques anteriormente, houve 38 mortos e 149 feridos no mesmo período. A Al Shabaab é ligada à Al Qaeda e luta para instaurar um califado na região. A milícia foi incluída em março de 2008 na lista de organizações consideradas terroristas pelo governo dos EUA. A facção é considerada responsável pelo ataque ao Shopping Westgate, que deixou ao menos 67 mortos em Nairóbi em 2013.

 

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