O general e filósofo chinês Sun Tzu (544 aC–496 aC) já dizia que “a guerra perfeita é aquela que não chega a ser travada. O estrategista perfeito é o que consegue quebrar a vontade do outro sem ter de arcar com os custos e os riscos de uma guerra de verdade!”
Quanto à natureza bélica e as consequências desumanas das intervenções, oportuno destacar as palavras do premiado diplomata inglês Robert Francis Cooper (1947), que afirmara, em algum momento, o seguinte:
“Precisamos reverter aos métodos mais grosseiros de outras épocas – força, ataques preventivos, logro, o que for necessário (…) entre nós respeitamos a lei, mas quando operamos na selva também temos que usar as leis da selva!”
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Cooper também é conhecido por seu livro O Estado Pós-Moderno (The Post-Modern State-2002), que sugere um novo imperialismo liberal. E classifica os países como “Estados falidos”, “Estados modernos” e “Estados pós-modernos”.
O sonho de paz mundial e integração humana é um tema recorrente através dos tempos. Igualmente oportuno recordar uma parte da longa carta do psicanalista austríaco Sigmund Freud (1856–1939) ao físico alemão Albert Einstein (1879–1955), em setembro de 1932.
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Trata-se de uma resposta a um convite (de Einstein) para participação de um grupo de notáveis. O igualmente longo e arrazoado convite de Einstein era sintetizado na seguinte pergunta: “Existe alguma forma de livrar a humanidade da ameaça de guerra?”.
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Respondeu Freud: “(…) a humanidade tem passado por um processo de evolução cultural (civilização). É a este processo que devemos o melhor daquilo que nos tornamos, bem como uma boa parte daquilo de que padecemos. (…).
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Ora, a guerra se constitui na mais óbvia oposição à atitude psíquica que nos foi incutida pelo processo de civilização, e por este motivo não podemos evitar de nos rebelar contra ela, não podemos mais nos conformar com ela. (…)
E quanto tempo teremos de esperar até que o restante da humanidade também se torne pacifista? (…) pode ser utópico esperar que (…) a atitude cultural e o justificado medo das consequências (…) venham a resultar (…) em que se ponha um término à ameaça de guerra.
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Por quais caminhos (….) isso se realizará, não podemos adivinhar. Mas uma coisa podemos dizer: tudo o que estimula o crescimento da civilização trabalha simultaneamente contra a guerra!”.
Refrescada a memória bélico-literária, explico o título. Nada de novo no front é um premonitório livro de 1928, do escritor alemão Erich Maria Remarque (1898–1970), sobre os horrores da guerra e sua desilusão com o mundo moderno. Infelizmente, atualíssimo!
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