Foto: Luana Backes
A Polícia Civil deflagra, na manhã desta quarta-feira, 1º, a Operação Colosso – Fase 2, em Santa Cruz do Sul. A ofensiva tem como principal alvo o Bairro Bom Jesus, embora também haja diligências em outros pontos do município.
Ao todo, são cumpridos 13 mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, sendo um deles dentro do Presídio Regional de Santa Cruz do Sul. Também foram determinadas seis medidas de bloqueio de contas bancárias vinculadas aos investigados. A operação é coordenada pelo delegado Guilherme Dill, titular da 1ª Delegacia de Polícia de Santa Cruz do Sul.
RELEMBRE: Operação Colosso derrubou “bunker” do tráfico no Bairro Bom Jesus
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Participam da ofensiva cerca de 30 policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), 2ª Delegacia de Polícia, Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), Delegacias de Vera Cruz, Vale do Sol, Venâncio Aires e Passo do Sobrado, além da Delegacia Regional.
Até o momento, a Polícia Civil ainda não divulgou informações sobre o número de presos, o alvo específico da investigação ou os crimes apurados. A expectativa é de que mais detalhes sejam apresentados ao longo da manhã.
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A investigação teve origem na análise de um celular apreendido em abril deste ano, partir da qual foi possível identificar uma associação voltada à comercialização de drogas no Bairro Bom Jesus, com atuação estruturada e divisão de tarefas entre seus integrantes.
Segundo apurado pela Polícia Civil, o grupo possuía pessoas responsáveis pelo gerenciamento dos pontos de venda, fornecimento de drogas, comercialização direta aos usuários, tele-entrega, arrecadação e movimentação de valores provenientes do tráfico. As investigações também identificaram a utilização de contas bancárias e transferências via Pix para o recebimento dos valores obtidos com a atividade ilícita.
Conforme o delegado Guilherme Dill, as apurações revelaram ainda que os investigados se aproveitavam da intensa circulação de pessoas nas proximidades da unidade de saúde localizada no bairro para realizar negociações e entregas de drogas. O fluxo constante de usuários e veículos era usado como forma de dissimular a atividade criminosa e dificultar a identificação das transações ilícitas.
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Outro aspecto constatado durante as investigações foi a atuação de indivíduos na função conhecida como “campana”, responsáveis por monitorar a presença policial e alertar traficantes sobre a realização de ações e diligências, permitindo a continuidade da atividade criminosa e dificultando a atuação das forças de segurança.
As medidas cautelares foram deferidas pela Justiça após representação do delegado e manifestação favorável do Ministério Público. A investigação apontou a atuação coordenada dos investigados entre fevereiro e abril de 2026, período em que mantiveram intensa atividade relacionada ao tráfico de drogas no Bairro Bom Jesus.
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Conforme o delegado, “o combate efetivo ao tráfico de drogas exige investigações qualificadas e de longo prazo, capazes de identificar não apenas os vendedores que atuam nas ruas, mas também aqueles que exercem funções de liderança, gerenciamento financeiro e coordenação da atividade criminosa. A responsabilização desses indivíduos é fundamental para enfraquecer a estrutura que sustenta o tráfico e reduzir seus impactos na comunidade.”
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Deflagrada em setembro de 2025, a primeira fase da Operação Colosso mobilizou a Polícia Civil, a Brigada Militar e outros órgãos de segurança para desarticular um esquema de tráfico de drogas no Bairro Bom Jesus. A ação teve como principal alvo uma estrutura clandestina conhecida como “fortaleza do tráfico”, construída de forma reforçada em uma área pertencente ao Município.
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Considerado o maior bunker do tipo já encontrado pelas forças de segurança na cidade, o imóvel precisou ser demolido com o auxílio de uma retroescavadeira devido à sua estrutura de ferro e concreto. A operação cumpriu mandados de busca, prisão temporária e bloqueio de contas bancárias ligadas aos investigados. Naquela ocasião, cinco pessoas foram presas.
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