Jasper

O maior desafio da vida

Perdi a conta de quantas vezes já escrevi sobre o maior desafio que alguém pode enfrentar na vida: criar filhos. Com um casal de herdeiros já adultos, na faixa de 30 anos, continuo perdendo o sono, vez por outra, preocupado com a situação deles, especialmente quando estão silenciosos e tristes e não respondem às minhas mensagens ao celular. Por incrível que pareça, ainda sinto necessidade de contatá-los todos os dias, ao menos uma vez, para ver como estão, saber de suas rotinas, angústias e alegrias.

Atualmente existe um sem-número de alternativas para manter contato com os entes queridos. Sessentão, lembro quando a única ferramenta disponível era o telefone, aqueles antigos, pretos, com discagem “digital”. Hoje, o celular existe para muitas coisas, inclusive fazer contato verbal, desde que – é claro! – se envie uma mensagem: “Posso te ligar?”, para não incomodar o interlocutor.

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Mesmo através de mensagens de WhatsApp é possível detectar alterações de comportamento dos filhos. O telefone celular permite acessar informações jamais imaginadas em passado recente. Isso, no entanto, também implica no risco permanente para acessar conteúdos prejudiciais na formação de crianças e de adolescentes. Sem falar que o aparelhinho tem sido usado cada vez com maior frequência como instrumento para espalhar vícios, maus comportamentos e golpes de todo tipo.

Não bastasse a vigilância diuturna dos conteúdos acessados pelos filhos, o noticiário diário tem sido pródigo na divulgação de péssimos exemplos protagonizados por autoridades que deveriam servir de modelos. Políticos, magistrados, empresários e até religiosos, além de líderes de todos os segmentos, têm protagonizado episódios dantescos em termos éticos e morais. Uma verdadeira vergonha nacional.

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A impressão é de que tudo está contaminado pelo vírus da corrupção, turbinado pela ganância, pela luxúria e pela busca de celebridade. Se por um lado a onipresença das redes sociais permite descobrir muitos escândalos omitidos pela grande mídia – o compromisso com a publicidade oficial ofusca o verdadeiro jornalismo -, também é verdade que a internet espalha lixo 24 horas por dia.

Dotar os filhos de discernimento para separar conteúdos é desafio para os pais que não depende apenas do contato epidérmico e diário. É preciso conhecimento tecnológico básico para controlar o acesso deles à internet. Do modelo antigo que não muda se impõe conhecer os amigos, decorar seus nomes e atentar para mudanças de comportamento.

Quanto ao noticiário, os escândalos se acumulam. Diante da corrupção do Banco Master, alguém ainda lembra do roubo do INSS ou do vergonhoso contrato da esposa do ministro Alexandre de Moraes?

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Carina Weber

Carina Hörbe Weber, de 37 anos, é natural de Cachoeira do Sul. É formada em Jornalismo pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e mestre em Desenvolvimento Regional pela mesma instituição. Iniciou carreira profissional em Cachoeira do Sul com experiência em assessoria de comunicação em um clube da cidade e na produção e apresentação de programas em emissora de rádio local, durante a graduação. Após formada, se dedicou à Academia por dois anos em curso de Mestrado como bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Teve a oportunidade de exercitar a docência em estágio proporcionado pelo curso. Após a conclusão do Mestrado retornou ao mercado de trabalho. Por dez anos atuou como assessora de comunicação em uma organização sindical. No ofício desempenhou várias funções, dentre elas: produção de textos, apresentação e produção de programa de rádio, produção de textos e alimentação de conteúdo de site institucional, protocolos e comunicação interna. Há dois anos trabalha como repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações, tendo a oportunidade de produzir e apresentar programa em vídeo diário.

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