Foto: IA
As mudanças climáticas deixaram de ser uma preocupação distante para se tornarem uma realidade presente. Enchentes, queimadas, secas prolongadas, ondas de calor e outros eventos extremos passaram a fazer parte da rotina em diferentes regiões do mundo. Além dos impactos ambientais e econômicos, esse cenário também tem provocado consequências cada vez mais evidentes para a saúde mental da população. Esse sentimento ganhou um nome: ecoansiedade.
O termo é utilizado para descrever o medo crônico, a angústia e a preocupação constante diante da crise climática e da possibilidade de catástrofes ambientais. Embora não seja considerada uma doença ou um transtorno mental, a ecoansiedade pode desencadear sintomas como estresse, ansiedade, insônia, tristeza, sensação de impotência e, em casos mais graves, depressão.
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A Associação Americana de Psicologia (APA) define a ecoansiedade como o “medo crônico de sofrer um cataclismo ambiental”, provocado pela percepção dos impactos das mudanças climáticas e pela preocupação com o futuro das próximas gerações.
Segundo especialistas, trata-se de uma resposta emocional racional diante de uma ameaça real. Afinal, fenômenos extremos vêm se tornando cada vez mais frequentes e intensos, influenciando diretamente a forma como as pessoas enxergam o futuro.
Os números reforçam esse cenário. Um estudo publicado pela revista científica The Lancet revelou que 59% dos jovens entre 16 e 25 anos afirmam estar muito preocupados com as mudanças climáticas, enquanto 75% consideram o futuro assustador. Além disso, pelo menos metade dos entrevistados relatou sentimentos como tristeza, medo, ansiedade, raiva, culpa e desamparo relacionados à crise ambiental.
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No Brasil, a preocupação também aparece nas pesquisas. De acordo com o levantamento Panorama da Saúde Mental 2025, realizado pelo Instituto Cactus em parceria com a AtlasIntel, 42% dos brasileiros afirmam que as mudanças climáticas já afetaram diretamente sua saúde mental.
Os impactos costumam ser ainda maiores entre pessoas que vivenciam desastres naturais, moradores de áreas de risco, profissionais da área ambiental e ativistas, que mantêm contato constante com informações sobre os efeitos da crise climática.
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Apesar disso, especialistas destacam que a ecoansiedade não precisa ser encarada apenas como um fator negativo. Em muitos casos, ela pode servir como um estímulo para mudanças de comportamento e para o fortalecimento de atitudes voltadas à preservação do meio ambiente.
Para reduzir seus impactos, recomenda-se buscar informações em fontes confiáveis, manter contato com a natureza, adotar hábitos sustentáveis e procurar apoio psicológico quando os sintomas começarem a interferir na rotina.
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Mais do que um reflexo da preocupação com o planeta, a ecoansiedade evidencia que a crise climática também é uma questão de saúde mental. Compreender esse fenômeno é um passo importante para enfrentar seus efeitos e transformar a preocupação em ações que contribuam para um futuro mais sustentável.
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