O Conselho de Segurança da ONU vai agir imediatamente se o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, não assinar o acordo de paz nesta quarta-feira, como está previsto. Os membros do Conselho disseram que estavam dispostos a atuar imediatamente caso Kiir não assine o acordo, segundo informou o embaixador da Nigéria ante la ONU, Joy Ogwu, que preside este mês o organismo.
O porta-voz de Salva Kiir garantiu que o presidente assinará nesta quarta, em Juba, o acordo de paz que colocará fim a 20 meses de guerra civil no Sudão do Sul. Os presidentes de Quênia, Uganda e Sudão, e o primeiro-ministro da Etiópia “estarão em Juba amanhã (quarta-feira) pela manhã para uma cúpula de um dia, e o presidente da República do Sudão do Sul assinará o acordo de paz”, disse à AFP Ateny Wek, porta-voz da presidência.
O governo sul-sudanês não está satisfeito com todos os pontos do acordo, negociado pela organização subregional IGAD, mas “o presidente vai assiná-lo”, acrescentou o porta-voz. O líder dos rebeldes, Riek Machar, ex-vice-presidente do país mais jovem do mundo, assinou o acordo na segunda-feira passada, mas Salva Kiir se negou a assiná-lo, apesar de um ultimato lançado pela comunidade internacional.
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O ponto de discórdia principal é a proposta de divisão do poder entre o governo e os rebeldes, que pode levar Machar de volta à vice-presidência. Segundo os observadores, o conflito no Sudão do Sul deixou dezenas de milhares de mortos, incluindo muitos civis.
Um total de 2,2 milhões de sul-sudaneses fugiram de suas casas pelos combates e suas sequências de massacres étnicos e atrocidades. Mais de 70% dos 12 milhões de habitantes precisam de ajuda para sobreviver, segundo a ONU, que adverte para uma ameaça de fome.
A guerra destruiu parte do aparato de produção petrolífera, única fonte de recursos do país, que figura entre os menos desenvolvidos do mundo.
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