Padarias são lugares que têm o meu coração. Por isso, transformo qualquer acontecimento num motivo para estar nesses espaços. Ótimas e más notícias, um novo amor, um desamor, o encerramento de um ciclo, o início de outro.
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Dias atrás, enquanto eu celebrava um bom acontecimento, feliz da vida em meio a salgadinhos, café e docinhos, pude “acompanhar” a reunião de três senhoras. (Era algo inevitável, ok?)
Falaram muito, de muita gente.
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Lá pelas tantas, na hora de ir embora, uma delas deixou cair algo. Pelo que entendi, um chaveiro de acrílico. Aquele tipo que vem com uns penduricalhos dentro.
Com a queda, o mimo – presente de alguém – se despedaçou. E enquanto a dona tentava remendá-lo, a amiga consolou:
– Está tudo bem. Ele cumpriu o seu papel.
Depois disso, o sabor da tarde ficou diferente. Fiquei refletindo, tentando descobrir qual poderia ter sido a missão, em vida, do porta-chaves. E enquanto tentava encontrar uma resposta, achando até graça da situação, lembrei dos chaveiros de nossas vidas.
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Quantos carregamos. Quantos já se foram. Quantos permanecem. E seguem… cumprindo suas missões. Talvez essas, as chaves da vida.
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