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Palestrante sugere que Venâncio Aires tenha Cidade-Irmã na China

Quem participou da palestra “China – desafios e oportunidades”, realizada nessa quarta-feira, 8, no plenário Vicente Schuck da Câmara de Vereadores, recebeu uma verdadeira aula sobre a história, o papel da nação asiática no mundo contemporâneo e a importância de o Brasil estreitar os laços com a milenar potência oriental. Promovida pela Administração Municipal de Venâncio Aires, a palestra do profissional de marketing, geógrafo, professor e editor da revista “Negócios com o Brasil”, Vladimir Milton Pomar, serviu para ampliar horizontes políticos e econômicos entre o público presente. A aproximação de Venâncio Aires com uma Cidade-Irmã na China foi a sugestão do especialista para iniciar relações diplomáticas e comerciais fora do Brasil.

A noite fria e chuvosa não tirou a atenção dos participantes que, durante mais de duas horas, ouviram números e exemplos que levaram a China ao topo do ranking econômico na última década. Com o objetivo de promover o intercâmbio e incentivar organizações locais a abrir novos mercados, especialmente na área de alimentos, o palestrante lembrou que as cinco maiores empresas chinesas estão no Brasil e ressaltou a importância de governos e empresas locais participarem de missões e feiras internacionais. “É papel de prefeitos na China viajarem pelo mundo para prospectar negócios e vender a imagem de suas cidades. E isso eles fazem muito bem. O Brasil tem um papel estratégico para a China e os Estados Unidos, mas não está sabendo aproveitar isso”, destacou Pomar.

Em uma retrospectiva histórica, o palestrante pontuou o surpreendente desenvolvimento chinês desde 1978, com as reformas estruturais, a adoção da iniciativa privada, o aumento do comércio externo e a simplificação do idioma para facilitar o contato com os estrangeiros. Pomar, dono de vasta experiência profissional com os chineses, deixou claro que existe amplo espaço para a venda de produtos locais, especialmente se o contato for estreitado com uma cidade ou uma província chinesa. “Não devemos pensar em China como um todo. Os patamares de população e consumo são estratosféricos. Venâncio Aires deve iniciar uma aproximação com uma cidade-irmã e estabelecer políticas para desenvolvimento bilateral”, resumiu Pomar. 

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