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Peixarias e feirantes reforçam estoques para a Semana Santa

A proximidade da Semana Santa já movimenta o comércio de pescados em Santa Cruz do Sul. Impulsionado pela tradição religiosa e pela busca por alternativas à carne vermelha, o consumo de peixe aquece tanto o setor varejista quanto a produção da agricultura familiar, com opções que variam de R$ 25,00 a R$ 105,00 o quilo.

No setor de peixarias, a expectativa é positiva. Na peixaria que administra na Avenida Independência, o empresário Fernando Fonseca Oliveira projeta crescimento entre 10% e 15% nas vendas em 2026. Para atender à demanda, o estabelecimento reforçou o estoque, que chega a cerca de 20 toneladas de pescado.

Elena e Fernando projetam crescimento entre 10% e 15% nas vendas deste ano

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“A procura maior é por filé de salmão fresco e congelado e camarões, além dos mais tradicionais, como filé de traíra, violinha e filé de tilápia”, afirma. Apesar da valorização do dólar, especialmente sobre produtos importados como salmão chileno e panga vietnamita, o impacto ao consumidor foi limitado. “Os preços estão praticamente iguais ao ano passado”, observa.

Durante esta semana, a peixaria opera em horário estendido, das 8 às 19 horas, sem fechar ao meio-dia. A estratégia, segundo Oliveira, é priorizar a escolha presencial do cliente, sem trabalhar com encomendas.
Na peixaria de Sônia Dalosto, no Bairro Independência, a expectativa é de estabilidade nas vendas em comparação a 2025. Com estoque de aproximadamente 2,5 toneladas e mais de 35 opções de pescados, o estabelecimento aposta na variedade e no custo-benefício para atrair consumidores.

Sônia aposta em variedade e custo-benefício como forma de atrair consumidores

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Entre os produtos mais procurados estão o salmão, o filé de tilápia drenado e o filé de traíra. “Metade das nossas vendas é de salmão fresco”, afirma. A loja de Sônia também dispõe de uma variedade de peixes temperados e empanados a pronta entrega. O atendimento ocorre em horário especial, das 8 às 19 horas na quinta-feira, 2, e até o meio-dia na Sexta-feira Santa, 3.

Na loja de Giovane e Sandra Kreutzer, localizada na Rua Tiradentes, a projeção é de crescimento nas vendas e antecipação dos consumidores neste ano. Conforme Giovane, o impacto do dólar resultou em reajustes de 10% a 20% em produtos importados, especialmente salmão e frutos do mar. Ainda assim, a estratégia dos proprietários tem sido manter os preços competitivos.

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O filé de tilápia continua como líder de vendas, seguido por merluza, pescada e salmão. A empresa trabalha com encomendas e aposta na praticidade, com produtos porcionados e temperados. “A gente trabalha com opções para todos os públicos. Entre as mais acessíveis, nós temos a tainha inteira e o filé de cascudinho. Já entre os produtos mais nobres, estão o salmão e os frutos do mar”, destaca o empresário.

Produtos frescos

Giovane Kreutzer explica que, para saber se o pescado é fresco, é necessário observar se os olhos do peixe estão brilhantes e salientes. Além disso, a carne precisa ter uma textura firme, com as guelras avermelhadas ou rosadas. “O pescado congelado deve estar bem acondicionado em temperatura adequada, em embalagens sem rasgos e sem acúmulo de líquidos, e com cheiro leve após descongelado”, orienta. Kreutzer também aconselha que o pescado nunca deve ser descongelado em microondas ou em temperatura ambiente, e sim em água fria ou na geladeira.

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Feira começa nesta quarta na cidade e no interior

Além das peixarias, a agricultura familiar se prepara para atender à demanda da Semana Santa. A tradicional feira municipal de pescados de Páscoa de Santa Cruz do Sul começa nesta quarta-feira, 1º, com venda em diferentes pontos da cidade e do interior.

Com apoio da Secretaria Municipal de Agricultura, a Associação de Piscicultores de Santa Cruz irá disponibilizar peixes nas feiras Central, Arroio Grande, Senai, Independência, Linha Santa Cruz e Oktoberfest, das 8 às 19 horas na quarta, 1º, e quinta-feira, 2. Já na Sexta-feira Santa, 3, o atendimento será concentrado apenas na Feira Central, das 8 horas ao meio-dia.

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Os preços nas feiras rurais variam de R$ 25,00 a R$ 60,00 o quilo, com destaque para espécies como carpa (capim, húngara e cabeça grande), tilápia e traíra – alternativas mais acessíveis em relação aos cortes nobres.

Segundo o secretário municipal de Agricultura, Zeno Assmann, a expectativa é de vender entre 14 e 15 toneladas de peixe provenientes de açudes do interior. Ele ressalta, no entanto, que a produção ainda enfrenta desafios, principalmente pela falta de mão de obra. “Hoje não é mais como antigamente, quando a despesca era um evento comunitário. Falta gente para trabalhar, e isso impacta diretamente na produção”, afirma.

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Apesar disso, o município conta com estrutura de destaque, como o abatedouro de peixes, localizado na Granja Municipal, considerado um dos mais qualificados do Estado. A unidade permite que produtores façam o processamento com inspeção e vendam o pescado dentro do município.

Embora o período represente o principal momento de vendas do ano, o consumo de peixe ainda é concentrado na Semana Santa. Para o secretário, esse comportamento limita o crescimento da cadeia produtiva. “Pouca gente consome peixe ao longo do ano. Se isso mudasse, teríamos condições de ampliar a produção e tornar a atividade mais viável economicamente”, observa.

Feiras municipais

  • Carpa prateada — R$ 25,00
  • Carpa cabeça grande — R$ 25,00
  • Carpa húngara — R$ 27,00
  • Carpa capim — R$ 30,00
  • Filé capim — R$ 60,00
  • Traíra — R$ 35,00
  • Filé traíra — R$ 55,00
  • Manta carpa — R$ 35,00
  • Filé tilápia — R$ 60,00

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