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Pensar diferente é o caminho para a mudança

Imagine você com um novo projeto de vida. Quais são as afirmações que faz para chegar à conclusão desejada? Esses pensamentos ajudam ou atrapalham? É por meio desta reflexão que a filósofa, educadora e uma das 100 lideranças da paz no mundo, Dulce Magalhães, propõe outra forma de encarar a realidade. Trata-se da desconstrução de paradigmas para ampliar a consciência. “O que eu vejo hoje é o que a cultura em que estou inserido me ensinou a ver. Que tal aprender a ver mais longe a avançar coletivamente?”, propõe.

Para ela, há uma série de barreiras que podem ser quebradas quando as pessoas mudam o pensamento. “Eu posso dissolver o medo, a insegurança e até o estado de incompetência. Tudo depende da forma como enxergo a realidade”, diz. Como exemplo, Dulce cita a vontade que muitos têm de aprender um novo idioma, mas que não investem nisso, pois esbarram nas desculpas. A falta de tempo ou o ‘não ter facilidade para aprender outro idioma’ são as mais comuns. “Que tal substituir essas afirmações por outras que ajudem você a chegar nesse objetivo? Se muitas pessoas aprendem inglês, por exemplo, eu também posso, afinal é uma língua universal”, acrescenta. 

A partir do momento em que se trabalha com frases que ajudam as pessoas a alcançar o que querem, o próprio cérebro as assimila como sendo verdade. “Ele cria sinapses e condições neurocerebrais e, de repente, você está falando um idioma e nem percebe.” É transferir o não saber por um saber, justamente porque uma nova crença foi instalada. 

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O caminho para colocar em prática este novo estado de consciência começa, segundo a filósofa, a partir da educação, uma espécie de ‘ferramenta’ que liberta o indivíduo de seus padrões limitantes. E neste caso, não se trata de um processo escolar, mas de impulsionar momentos de questionamentos no dia a dia. “A educação acontece todo o tempo desde que eu esteja refletindo sobre o que ocorre no meu entorno. Eu posso implementar isso com um filme, com um livro ou com uma simples conversa”, ensina. E a transformação, assegura, começa a se manifestar através da dúvida. “A dúvida sempre nos leva a uma nova condição. Às vezes ela pode doer, mas sem dúvidas, nos faz amadurecer”, sacramenta. Um exercício que, se incorporado, corrobora para que novas ideias floresçam. E, assim, não se faz necessário pensar como um dia nos ensinaram, mas sim, como hoje desejamos.

Nem só de crise vive o País

A mudança de paradigma, pode, igualmente, contribuir para que se acalme os ânimos alterados com relação à situação política no Brasil. Se tudo depende da forma como as pessoas analisam o momento, por que não encarar o atual momento sob outro olhar? “Ao invés de reclamar sobre o maior caso de corrupção já visto no País, por que não agradecer que aquilo que estava oculto, finalmente está aparente e que, agora, o brasileiro é capaz de tomar outras decisões?” Mais uma vez se trata da versão que os indivíduos concedem para os acontecimentos.

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Quem é

Filósofa, educadora, pesquisadora e escritora, há 25 anos Dulce Magalhães trabalha com processos de mudança e aprendizagem. É PhD em Filosofia com foco em Planejamento de Carreira pela Universidade de Columbia (USA), mestre em Comunicação Empresarial pela Universidade de Londres (Inglaterra), pós-graduada em Marketing pela ESPM-SP, com especialização em Educação para Adultos pelas universidades de Roma (Itália) e Oxford (Inglaterra). Conforme a Geneve for Peace Foundation, Dulce é uma das 100 lideranças da paz no mundo. Recebeu o título de embaixadora da paz pelo Programa Mil Milênios da Paz no Senado Argentino e integra o grupo de 80 lideranças da paz, coordenado pelo ex-presidente americano Bill Clinton para elaboração de um programa global de Cultura e Paz. Dulce Magalhães é uma das dez palestrantes mais requisitadas do País na atualidade.


Foto: Lula Helfer

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Dulce promoverá palestra em Santa Cruz no dia 11 de maio

Os interessados em descobrir um pouco mais do universo das crenças terão no dia 11 de maio, uma oportunidade para refletir em torno desta proposta. A partir das 20 horas, no teatro do Colégio Mauá,  Dulce Magalhães palestra sobre o tema O Foco Define a sorte? A Forma como enxergamos o mundo faz o mundo que enxergamos. Na oportunidade, Dulce fará uma explanação sobre a etimologia (origem) dos termos sorte e azar. “Sorte é uma palavra latina que significa destino, fortuna ou resultado. Azar é o acaso. Se azar é o acaso, então sorte é foco. É colocar a nossa tensão em alguma coisa e não deixar ao acaso”, reflete.

A partir desta introdução, a educadora vai trabalhar o entendimento das questões paradigmas fundamentais; modelos de aprendizagem; campo decisório, eleição de prioridades, foco direcionando e performance de excelência com o objetivo de mostrar às pessoas que todas são livres. “Todos que vivemos no mundo dos paradgimas estamos restritos a algum nível de crença. Vou tentar identificar quais são elas e desconstruí-las para estimular o estado de liberdade.” O encontro será promovido pela Associação Comercial e Industrial (ACI) de Santa Cruz,  em alusão aos 98 anos de representação empresarial. Também auxilia a organizar o evento a empresa Competência Humana Consultoria.

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