O casamento entre os dois partidos que se revezavam no comando da Prefeitura de Sinimbu desde a emancipação política chegou ao fim na sexta-feira, quando o Partido Progressista (PP) formalizou a sua saída do governo. Com isso, o PMDB fica sozinho na administração municipal, pois o PSDB, outro partido que fazia parte da coligação Unidos pelo Progresso de Sinimbu, deixou a aliança política em janeiro do ano passado alegando descontentamento por não ser contemplado com cargos prometidos e divergências na forma de condução dos trabalhos. Na Câmara, o prefeito Clairton Wegmann passa a ter apenas um vereador na base governista.
A decisão do PP ocorreu na sexta-feira durante reunião do diretório e integrantes do partido. O vice-prefeito e secretário de Saúde, Plínio Weigel, que também é presidente da sigla, afirma que não havia mais condições de continuar no governo por uma série de fatores, como a falta de comprometimento com os acordos firmados e a ausência de transparência. O partido deveria ter o comando de três secretarias, mas atualmente estava à frente apenas da Saúde, pois na Agricultura, apesar de o titular ser filiado ao PP, a indicação de Flávio Vogt foi do próprio prefeito, enquanto a chefia da administração estava sendo acumulada pelo secretário de Finanças.
Todos os ocupantes de cargos em comissão (CCs) do PP colocaram os cargos à disposição, inclusive Plínio Weigel irá deixar o comando da Saúde. Ele pretende definir com o prefeito a sua atuação como vice a partir de agora. Com as demissões no final do ano passado por causa da contenção de despesas, Weigel afirma que não sabe mensurar quantos integrantes do PP ainda ocupavam cargos na Prefeitura.
O presidente do PP afirma que as tentativas de rompimento da coligação partiram do PMDB, que chegou a formalizar a medida, mas o prefeito impediu a concretização. “Nós nunca tínhamos cogitado terminar com a aliança, pois isso sempre veio de parte de alguns integrantes do PMDB. Mas já havia um desgaste da campanha, pois alguns foram contrários à união, e com a atual situação se considerou melhor não ficar mais um ano no governo”, afirma. Além da posição entre os peemedebistas, Weigel afirma que o Executivo deixou de cumprir alguns acordos da coligação e faltava diálogo. Como exemplo, cita as demissões de CCs, onde o prefeito “fez como achava que deveria fazer”.
O presidente do PMDB e único vereador do partido, Claus Wagner, confirmou que o diretório havia decidido romper a coligação há três semanas, mas o prefeito preferiu manter o PP no governo. Afirma que quando ocorreu a costura da coligação histórica unindo partidos até então adversários, não houve consenso entre os integrantes das duas siglas e a reprovação continua até hoje. Wagner também admitiu que o partido teve alguns problemas internos. Ele explica que os rumos do governo, a partir de agora, ficarão nas mãos do prefeito.
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Prefeito cogita aproximação com outra sigla
O prefeito de Sinimbu, Clairton Wegmann, informou que recebeu sexta-feira a carta do PP do presidente do partido, do vice e do presidente da Câmara, Ruben Preuss. Afirma que vai avaliar agora com o partido as possibilidades, dentre elas a busca por aproximação com outra sigla. Wegmann ressalta que o PP também não cumpriu com o compromisso firmado na campanha de 2012, mas preferiu não entrar em detalhes. Sobre o apoio na Câmara, tendo apenas um vereador aliado, ele observa que não há como reprovar os projetos bons, com maiores dificuldades apenas em questões mais polêmicas. Para a área da saúde, o prefeito pretende definir o novo secretário ainda esta semana e criar um gabinete para a atuação do vice-prefeito.
Wegmann também concorda que havia resistência nos dois lados quanto à coligação entre os dois partidos mais tradicionais no município, que se revezaram no comando da Prefeitura durante 20 anos, principalmente entre as pessoas de idade mais avançada. “Como eu era o presidente do PMDB na época da campanha, achava que tínhamos que acabar com a rivalidade e fazer uma renovação, o que foi cogitado por diversas vezes. Mas isso apenas amadureceu na reta final de lançamento das candidaturas”, lembra.
O prefeito recorda que os dois partidos tinham nomes para candidatos a prefeito e não para vice. Como o PP havia governado o município nos últimos oito anos, abriu mão do nome para prefeito, entrando na chapa como vice, mas mediante o acordo de que na eleição de 2016 seria cabeça de chapa – com o que o PMDB concordou, desde que não fosse com o ex-prefeito Mario Rabuske. “Mas isso hoje não se confirma, pois o único pré-candidato do PP que está sendo levantado nos bastidores é o Mario”, afirma Wegmann. Com o rompimento da coligação, o prefeito afirma que muda todo o cenário político no município.
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