Polícia

Ação conjunta mira furtos de cabos e ligações clandestinas de energia em Santa Cruz

A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Santa Cruz do Sul, em ação conjunta com a Brigada Militar, deflagrou na manhã desta quarta-feira, 15, a segunda fase da Operação Reação. A ação é voltada ao combate dos crimes de receptação qualificada de fios de cobre, alumínio e outros materiais furtados, além de delitos conexos como tráfico de drogas e associação criminosa.

A ofensiva mobiliza 30 policiais civis e 30 policiais militares, que atuam no cumprimento de mandados de busca e apreensão em diversos pontos da cidade e região, especialmente em locais conhecidos como pontos de reciclagem e comercialização de sucatas.

A investigação apura a atuação de uma estrutura criminosa organizada, responsável por fomentar furtos de cabos de energia elétrica e telefonia, atingindo diretamente serviços essenciais prestados à população. Conforme apurado, estabelecimentos de reciclagem funcionariam como pontos de escoamento do material ilícito, garantindo a rápida revenda e incentivando a continuidade dos crimes.

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Ainda segundo as investigações, há indícios de que alguns desses locais também são utilizados para dissimular outras atividades criminosas, como o tráfico de entorpecentes, utilizando o fluxo comercial como fachada.

A nova fase da operação dá continuidade às ações iniciadas anteriormente, quando, em janeiro de 2026, foi realizada a primeira etapa, que terminou com prisões em flagrante e apreensões. Alguns dos suspeitos presos naquela ocasião ainda seguem detidos.

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Contudo, mesmo após a ação policial, os crimes persistiram e aumentaram, com registro de novas ocorrências de furtos de fios e metais nos meses seguintes. Novas diligências de inteligência identificaram locais reincidentes e novos pontos de atuação criminosa, motivando a representação por novos mandados judiciais, agora cumpridos nesta segunda fase.

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Os alvos da operação estão distribuídos em diferentes bairros de Santa Cruz do Sul, incluindo Santuário, Bom Jesus, Margarida, Progresso e Harmonia, além de áreas às margens de rodovias como a RSC-287 e BR-471. Também um ponto identificado no município de Venâncio Aires, onde ocorreu a apreensão de mais de 200 quilos de cobre, não sendo localizado nenhum responsável no momento da diligência.

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Já em Santa Cruz do Sul, cerca de seis pessoas foram conduzidas à delegacia, juntamente com diversos materiais com fortes indícios de origem ilícita, que passarão por análise. As buscas visam ainda a apreensão de metais sem procedência lícita, drogas, armas, valores em dinheiro e dispositivos eletrônicos, além de outros elementos que possam contribuir para o avanço das investigações e identificação de todos os envolvidos.

O delegado responsável pela investigação, Guilherme Dill, afirmou em entrevista para a Rádio Gazeta FM 107,9 que a nova fase da Operação Reação dá continuidade às ações iniciadas em janeiro. Segundo ele, a investigação aponta principalmente para estabelecimentos comerciais do tipo sucata, onde, em muitos casos, não há controle sobre a origem dos produtos adquiridos.

Ele destacou ainda que, sem receptadores, o furto perde força. “Não existe o furtador se não houver quem compra, o receptador”. Dill citou também a apreensão de mais de 200 quilos de cobre em um dos locais e reforçou que a operação seguirá ao longo de 2026, em parceria com a Brigada Militar, para reduzir esse tipo de crime.

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A Polícia Civil destaca que os resultados completos relacionados a prisões e apreensões serão divulgados ao longo do dia, à medida que as diligências forem sendo concluídas.

Fotos: John Kaercher Machado e Luana Backes

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Lavignea Witt

Me chamo Lavignea Witt, tenho 25 anos e sou natural de Santiago, mas moro atualmente em Santa Cruz do Sul. Sou jornalista formada pela Universidade Franciscana (UFN), pós-graduada em Jornalismo Digital e repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações.

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