Está para ser julgado, no Tribunal Superior Eleitoral, um caso inédito de captação ilícita de sufrágio e que envolve dois políticos de Sobradinho que concorreram a prefeito e vice-prefeito da cidade nas eleições de 2012. A ação, movida pela coligação entre PP e PTB, à época, foi julgada procedente pela juíza de Sobradinho. Os réus, no entanto, recorreram da decisão ao Tribunal Regional Eleitoral, onde o recurso foi negado e mantida a decisão da juíza eleitoral de Sobradinho. Um novo recurso foi enviado ao TSE, mais ainda não foi julgado. Conforme o advogado Rogerio Barbieri Carniel, o processo está na mesa do relator Ministro Gilmar Mendes e aguarda pelo julgamento.
O episódio ocorreu no comício de encerramento, quando foi disponibilizada uma rede de internet para dispositivos móveis na Praça 3 de Dezembro, onde o evento ocorria. Conforme relatos, a senha para permitir o acesso a esta rede era “vote12”. Entretanto, o candidato a prefeito, na oportunidade, Ivan Trevisan disse que houve apenas um acesso àquela rede, na noite do comício. “A iniciativa partiu de uma candidata a vereadora naquele pleito, mas nós não tínhamos conhecimento disso”, destaca Trevisan.
A condenação em primeira instância resultou em multa, mas caso seja julgada procedente pelo TSE, os políticos podem ser inelegíveis por oito anos, conforme Ivan. “Podemos pagar por algo que não foi praticado por nós”, explica. O processo não tem data definida para ser julgado.
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