A Gazeta Grupo de Comunicações lançou, durante o evento Happy Hour Gerir, a campanha Por Elas. Pela Vida. Um basta à violência contra mulheres. É a forma de a empresa utilizar todas as suas plataformas para alertar a sociedade sobre um problema crônico que tem no feminicídio seu ápice. Não é exagero dizer que o Brasil, em especial o Rio Grande do Sul, vive um momento crítico quando o assunto é violência de gênero. São 25 mulheres mortas apenas por serem mulheres, pelo entendimento de um coletivo bestial de que são propriedade dos homens.

Quando um grupo de veículos de comunicação, que envolve cinco rádios, dois jornais, um portal, uma editora e uma revista, ergue essa bandeira, é sinal de que está mais do que na hora de a sociedade tomar uma atitude. O começo de tudo deve ser em casa, orientando meninos e meninas de que todos são iguais, na expectativa de que no futuro, ao olhar as notícias das primeiras décadas, as pessoas se espantem de como era bárbara a humanidade neste período da história mundial, e que isso não faz parte do cotidiano de amanhã.

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Mas não dá apenas para esperar que as crianças de hoje se tornem melhores adultos do que somos. É preciso combater, denunciar, prender e evitar que o pior aconteça. A legislação existe e é rigorosa. Basta ser aplicada com firmeza, no frio rigor da palavra escrita na lei, sem a possibilidade de eventual interpretação que possa se equivaler ao caso do homem que tenta esganar a mulher e a situação é vista como culposa – quando não há a intenção de matar.

A campanha da Gazeta quer chegar às empresas, incentivar a discussão nos bares, nas rodas de amigos, nas escolas e no poder público. Já se esgotou o tempo em que os assuntos polêmicos eram colocados sob o tapete, como forma de fazer com que aquilo que não é falado seja esquecido. Não dá para deixar de lado; é tema de primeira página; é notícia para abrir telejornal; é postagem para gerar muitos cliques. É triste? Claro. Mas não dá para ser ignorado. Se assim for, mais mulheres engrossarão as estatísticas, mais filhos ficarão órfãos e mais pseudo-homens se sentirão motivados a tirar a vida daquelas que dizem que amam.

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Em um Estado que se empolga e dança a música que diz “Ajoelha e chora, ajoelha e chora, quanto mais eu passo laço muito mais ela me adora”, é fundamental dar um basta nisso. Muitos vão dizer que é apenas uma música, é algo de outra época – já que a canção foi escrita em outra época. Mas o fato é que ainda se ouve e acha normal que tudo bem pensar que quanto mais a mulher apanha, mais ela passa a adorar o agressor.

É preciso, Por Elas. Pelas Vidas, ir além. Tem que denunciar, alertar, mostrar que violência não é só agressão física e reforçar entre as mulheres o entendimento de que elas são fortes e merecem respeito. “Mulher com olho roxo, espancada todo dia. Eu tinha uns cinco anos, mas já entendia, que mulher apanha se não fizer comida. Mulher oprimida, sem voz, obediente. Quando eu crescer, eu vou ser diferente”, cantam Mc Carol e Karol Conká.

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Marcio Souza

Jornalista, formado pela Unisinos, com MBA em Marketing, Estratégia e Inovação, pela Uninter. Completo, em 31 de dezembro de 2023, 27 anos de comunicação em rádio, jornal, revista, internet, TV e assessoria de comunicação.

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