Renan Santos concedeu entrevista à Rádio Gazeta | Foto: Aline Schütz
O pré-candidato à presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, de 42 anos, cumpre agenda em Santa Cruz do Sul nesta semana e concedeu entrevista à Rádio Gazeta FM 107,9 na manhã desta terça-feira, 30. Ao programa Estúdio Interativo, ele apresentou ideias e propostas que defende para um futuro eventual governo.
Entre os pontos apresentados, criticou a atual estrutura do Pacto Federativo, que rege as relações entre os entes da Federação: União, estados, Distrito Federal e municípios. Segundo Santos, as regiões do Centro-Sul do Brasil têm “sustentado” o Norte e o Nordeste, considerando o volume de recursos destinado a cada um. “Nós precisamos conciliar o desenvolvimento econômico das regiões que estão mais pobres sem ficar punindo as regiões que hoje estão produzindo bastante, estão produzindo mais. E tirar o peso do Estado do lombo, na prática, dessa população que trabalha e produz muito”, defende, afirmando que, se eleito, buscará reduzir a carga tributária.
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Sobre o fato de concorrer por um partido novo – o Missão foi oficializado em 2023 -, reconheceu os desafios, como a falta de tempo de propaganda em rádio e TV. Para contornar, adianta que investe na presença nas redes sociais e em “rodar o Brasil”. “É a única maneira honesta de fazer campanha”, declarou. O pré-candidato, no entanto, reforçou que tem tido resultados positivos nas pesquisas de intenção de voto e espera participar dos debates televisivos com os demais postulantes à presidência.
Renan Santos também teceu críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ex-presidente Jair Bolsonaro, os quais, nas suas palavras “fizeram nada” em seus governos. “Essas pessoas não se dedicam a ter um projeto de Brasil. Elas contratam um marqueteiro para fazer o projeto de governo delas. Eles não contratam intelectuais, não chamam a base do seu partido para construir nada”, acusou o pré-candidato.
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Também adiantou que procura um vice-presidente de perfil militar para compor sua chapa. Segundo Santos, já há conversas com nomes em potencial. “Com experiência de combate. Por quê? Porque eu sou uma pessoa que representa a luta pela decência e contra a corrupção. E eu preciso de um vice, de uma pessoa que tenha um perfil de alguém que combata o crime organizado. E que entenda disso e que tenha autoridade junto com ‘tropa'”, descreveu.
Colaborou Ronaldo Falkenback
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