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Prefeitura nega que obras no Lago Dourado possam causar enchentes

As obras que estão sendo realizadas no Lago Dourado têm gerado polêmicas em Santa Cruz do Sul. A possibilidade das intervenções causarem mais enchentes levou moradores do Bairro Várzea ao Ministério Público pedir a paralização do trabalho. Porém, o engenheiro da Prefeitura Municipal ressalta que estudos realizados desde o início da construção do lago descartam esta possibilidade. Mesmo assim, o MP aguarda técnicos de Porto Alegre para uma vistoria que deverá esclarecer as dúvidas sobre o local.

Kroth afirma que o Lago Dourado não é o vilão que vem causando as recorrentes enchentes no Bairro Várzea e confirma que as obras em nada vão mudar esta situação. “Essa preocupação relacionado o lago com as enchentes é antiga. Em 2004 a promotoria contratou uma empresa para entender o impacto ambiental do lago e o parecer isentou totalmente o local de culpa nas cheias”, explica. O engenheiro ressalta que é imprescindível ter todos os estudos técnicos realizados antes de iniciar uma obra deste tamanho em uma área de preservação. Portanto, confirma que desde o início o impacto ambiental foi verificado, inclusive para a construção destes novos módulos que estão previstos para sair do papel nos próximos meses. 

O Lago Dourado, conforme Kroth, com todo esse montante de água, contribui apenas de 2 a 3 centímetros de altura nas enchentes. “Este é o resultado de todos os estudos realizados e, portanto, não representa nada para a aflição dos moradores do Bairro Várzea”, explica. Sobre as obras, ele confirma que nenhum desses dados será alterado. Apesar disso, os moradores do Bairro Várzea foram até o Ministério Público pedir a paralisação das obras. O pedido foi recebido pelo promotor Eduardo Ritt, que solicitou laudos do município. Na manhã de ontem, Ritt confirma que foram entregues relatórios de impacto ambiental emitidos desde as primeiras obras realizadas no local onde hoje é o Lago Dourado. Os documentos referentes as atuais intervenções já haviam sido entregues anteriormente.

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O promotor confirma que o local será vistoriado pelo Ministério Público e que, após esta vistoria, será decidido o que fazer. “A Prefeitura já fez estas vistorias, mas para garantir que não existem riscos para a população nós solicitamos a vinda de técnicos de Porto Alegre para avaliar o impacto do lago às comunidades próximas”, explica Ritt. O assunto, destaca, é de grande importância, mas necessita prudência. Por isso ele irá aguardar a perícia antes de tomar qualquer decisão.

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