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Presídio de Lajeado pode ser interditado por lotação e falta de agentes

A casa prisional de Lajeado foi interditada na tarde da última quarta-feira, 13, pelo Sindicato dos Servidores Penitenciários do Rio Grande do Sul (Amapergs), após representantes da entidade entregarem ao Fórum da cidade uma solicitação. A interdição ocorreu devido à superlotação do presídio, que operava com o triplo de sua capacidade. O local comportava apenas 180 vagas, mas havia 560 presidiários ocupando as instalações do prédio. 

Para 180 presidiários, deveria haver 60 agentes penitenciários, no mínimo. Como a lotação é 200% mais alta, a quantidade destes funcionários deveria aumentar também. Mesmo assim, este número está reduzido, com apenas 37 agentes, divididos em quatro turnos, para fiscalizar e garantir a segurança do local. O Estado, entretanto, não deu previsão de quando contratará mais agentes.

Este fato somado à falta de investimento do governo do Estado e à falta de agentes penitenciários tem gerado problemas para o local. Com a falta de infraestrutura e localização, a ocorrência de fugas é facilitada. No início da semana passada, em um período de dez horas, sete detentos conseguiram escapar do presídio. Todos foram recapturados, mas a frequência deste acontecimento incita insegurança.

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O poder Judiciário ainda não deu prazo para analisar o pedido de interdição.

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