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Problemas na RSC-287 não possuem solução definitiva, diz presidente da EGR

As condições de trafegabilidade no trecho da RSC-287 situado entre os municípios de Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires estão cada vez mais prejudicadas. Após o período de chuva intensa no Vale do Rio Pardo ocorrido na última semana, a situação ficou ainda pior: novos buracos apareceram na rodovia, enquanto que outros ficaram ainda maiores. Em entrevista à Rádio Gazeta na manhã desta sexta-feira, 10, o presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), Nelson Lídio Nunes, afirmou que, por ora, não há uma solução definitiva para os atuais problemas da via. Porém, ele assegurou que a entidade procura minimizar a situação com licitações que possibilitem a implantação de serviços auxiliares, como guinchos, ambulâncias e equipes de reparação do asfalto.

Conforme Nunes, a 287 foi projetada com capacidade para suportar cerca de três mil veículos por dia. Entretanto, como o número aumentou consideravelmente, a rodovia passou a sofrer as consequências. “Atualmente, cerca de 13 mil veículos por dia trafegam nessa estrada. É uma questão de estrutura bastante complicada porque envolve diversos fatores, como o excesso de peso dos caminhões, por exemplo”,  reforçou. Em relação a este problema, o presidente da EGR comentou que já são realizadas autuações a condutores de cargas que excedam a quantidade máxima permitida. “Há uma parceria entre a empresa, o Daer e o Grupo Rodoviário Estadual da Brigada Militar para fazer essa fiscalização. Algumas empresas da região cedem as balanças para a pesagem dos materiais. Caso o valor passe, são feitos os autos de infração e o condutor leva a multa”, explicou.

Em relação às medidas que serão feitas para promover melhorias temporárias da rodovia, Nunes adiantou que diversas licitações estão em processo de ultimação. Elas são realizadas na medida em que o passivo destinado pelo Governo do Estado é dividido para a aplicação dos recursos. “Genericamente falando, estamos procedendo com propostas que destinem um engenheiro para fazer a fiscalização permanente do trecho e também do viaduto em Santa Cruz, a implantação de guinchos credenciados para atuar na região e, também, a colocação de ambulâncias nas praças de pedágio. Já temos a empresa vencedora da licitação, inclusive”, adiantou o presidente.

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A novidade para os próximos meses diz respeito à utilização de um material diferente nas operações para tapar buracos na RSC-287. “Em uma das licitações estamos contratando o serviço de reparação de asfalto com outro tipo de material, que resiste à chuva. Assim, teremos uma equipe trabalhando para minimizar os problemas permanentemente”, acrescentou. Mesmo com este tipo de atuação, Nunes reforça que o estado atual da rodovia impede que algo definitivo seja feito. “A degradação do asfalto já está muito prejudicada e precisaria de uma intervenção mais energética. Para isso, os custos seriam de aproximadamente R$ 300 milhões”, finalizou. 

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