O presidente nacional do PT, Rui Falcão, anunciou nesta quarta-feira, 11, que o partido irá processar o ex-gerente da Petrobras Pedro José Barusco Filho. Barusco declarou, em depoimento de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, que o PT recebeu entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões provenientes de propina da petroleira. “Nós vamos fazer uma interpelação cível e criminal contra esse bandido Pedro José Barusco Filho”, disse Falcão, na sede do diretório nacional do PT em São Paulo. O dirigente informou, ainda, que seu partido irá adotar a mesma postura com todos os que fizerem declarações “sem provas”, o que seria, de acordo com ele, o caso.
Rui Falcão reafirmou o que o PT tem declarado desde que apareceram as primeiras suspeitas de recebimento de propina: todas as doações recebidas pelo partido foram legais e declaradas ao TSE. Questionado se houve triangulação do dinheiro – empreiteiras conseguiam contratos com a Petrobras e, por isso, fariam doações legalmente ao partido -, Falcão afirmou que o partido não tem como saber se esse esquema acontecia. “A gente recebe doações de boa-fé. Como é que passa recibo para dinheiro de caixa dois?”, finalizou.
O partido também irá entrar com pedidos de sindicância no Ministério da Justiça pedindo que sejam investigados supostos vazamentos de informação por parte da Polícia Federal, subordinada à pasta. O PT também pedirá que haja uma apuração para descobrir, caso vazamentos de informação sejam comprovados, se eles foram seletivos, ou seja, se apenas dados negativos ao partido foram divulgados. Falcão disse ainda que delegados envolvidos na Lava Jato quebraram o princípio da impessoalidade, ao manifestar-se a favor do então presidenciável tucano, senador Aécio Neves, em redes sociais. O caso foi revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” em novembro do ano passado. Os delegados também faziam críticas ao PT, à presidente Dilma Rousseff e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Sobre as relações de petistas com o ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras, Renato de Souza Duque, que teria sido indicado ao cargo pelo ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, o presidente da sigla afirmou que eram apenas “relações sociais”, sem ligação com recebimento de doações ao partido. Na quinta-feira passada, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi conduzido à sede da PF em São Paulo para prestar esclarecimentos sobre, entre outros assuntos, suas relações com Duque. Ele confirmou que se encontrou com o ex-diretor no hotel Windsor, no Rio, mas disse que foram somente conversas sociais.
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