Em sua coluna publicada na página 11 da edição de sábado e domingo da Gazeta do Sul, 31 de janeiro e 1º de fevereiro, o geólogo e ambientalista José Alberto Wenzel menciona registros fósseis da região, que conectam os dias de hoje com um tempo muito distante no passado. Um tempo em que o mesmo ambiente no qual hoje construímos nossas vidas era ocupado por outros seres, por outras espécies, e que por aqui igualmente cumpriam a sua história na face da Terra.
Em sintonia com a coluna de Wenzel, esta seção não poderia deixar de referir como dica o livro Outros mundos: uma jornada pelos mundos extintos da Terra, de autoria do cientista natural e paleobiólogo escocês Thomas John Dixon Halliday. A obra no Brasil foi publicada na reta final de 2024 pela editora Crítica, em 384 páginas, a R$ 99,90.
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Nascido em 1989, Halliday talvez revele uma maturidade e uma sabedoria que muitos anciãos de quase 90 anos, inescrupulosos e gananciosos que são, não conseguiram desenvolver, diante da forma desenfreada como destróem o meio ambiente a fim de (tentar) saciar a sua fome incontrolável por mais dinheiro e mais lucro, ainda que o vazio interior jamais seja preenchido com coisas palpáveis.
Em Outros mundos, Halliday aponta justamente para os inúmeros “passados” que, em muitas ocasiões, foram erradicados pelo ser humano, mas que não raro enviam ao presente seus recados ou seus sinais, na linha: talvez vocês, humanos, sejam os próximos, diante da sanha destruidora que seguem alimentando. Com o conhecimento que só os grandes mestres conseguem ativar (e isso em diferentes idades), nos lega uma aula de humildade e de harmonia com tudo o que nos cerca.
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