Santa Cruz do Sul registrou 52 hospitalizações e três óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e esta sexta-feira, 19 de junho. Os dados apontam que crianças e idosos concentram a maior parte dos casos graves, justamente no período em que o Rio Grande do Sul entra na fase de maior circulação de vírus respiratórios.
No período, a incidência acumulada foi de 39,31 casos para cada 100 mil habitantes. Entre os pacientes hospitalizados, 42,31% precisaram de atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), indicador que demonstra a gravidade dos quadros registrados. A letalidade hospitalar chega a 5,77%.
Entre as causas identificadas das internações, a Influenza aparece como o principal agente entre os casos com diagnóstico definido, respondendo por 16 hospitalizações. Outros vírus respiratórios somaram 14 casos. Houve ainda um caso associado à Covid-19. No entanto, 18 internações, o equivalente a 34,62% do total, permaneceram sem definição laboratorial.
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Dos três óbitos registrados, dois ocorreram em casos classificados como SRAG não especificada e um foi associado a outro vírus respiratório. Não houve mortes atribuídas à Influenza ou à Covid-19 neste ano.
A distribuição por faixa etária mostra que os extremos de idade seguem sendo os grupos mais vulneráveis. Crianças de até 11 anos responderam por 25 das 52 hospitalizações, o equivalente a 48% do total.
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O grupo com maior número de internações foi o de idosos entre 60 e 79 anos, com 14 registros. Somados aos pacientes com 80 anos ou mais, os idosos representam 21 hospitalizações, cerca de 40% do total. Os três óbitos ocorreram justamente nos extremos etários. Uma das mortes foi de um bebê com menos de um ano de idade. As outras duas envolveram idosos entre 60 e 79 anos.
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Em relação ao sexo, as hospitalizações ficaram praticamente equilibradas, com leve predominância masculina. Entre os óbitos, dois dos três pacientes eram homens.
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A análise histórica da vigilância epidemiológica mostra que os maiores picos de SRAG costumam ocorrer entre as semanas epidemiológicas 20 e 30, período que corresponde aos meses de maio, junho e julho.
O comportamento observado nos últimos anos indica que a fase de maior pressão sobre os serviços de saúde ainda está em andamento. Em 2025, por exemplo, o município registrou o maior pico recente de notificações, com quase 29 casos em uma única semana.
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