Saúde e Bem-estar

Quedas de temperatura aumentam alerta para hipertensão

Com a chegada das massas de ar frio e das oscilações intensas de temperatura típicas do outono e do inverno na Região Sul do Brasil, cresce também a preocupação com os impactos cardiovasculares associados. Em cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde as temperaturas podem variar mais de 10 graus em poucas horas, especialistas alertam para o aumento dos riscos relacionados à hipertensão arterial, doença silenciosa que afeta milhões de brasileiros e está entre os principais fatores para infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal.

“O frio provoca uma contração natural dos vasos sanguíneos, o que aumenta a resistência da circulação e pode elevar a pressão arterial, especialmente em pessoas que já possuem hipertensão ou fatores de risco cardiovasculares”, explica o cardiologista da Hapvida, Beno Davi Jovchelevich. Dados do Ministério da Saúde mostram que a hipertensão vem crescendo no Brasil nos últimos anos e já afeta 27,9% da população adulta.

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Caracterizada pelos níveis elevados e persistentes da pressão arterial, a hipertensão costuma não apresentar sintomas no início, o que dificulta o diagnóstico precoce. Quando não controlada, pode causar danos graves ao coração, cérebro e rins. Em alguns casos, os sinais aparecem com dores de cabeça frequentes, tontura, zumbido no ouvido e visão embaçada.

Segundo o cardiologista, além das mudanças climáticas, hábitos mais comuns durante os dias frios contribuem para o agravamento do quadro. “No inverno, muitas pessoas reduzem a prática de exercícios físicos, aumentam o consumo de alimentos industrializados e ricos em sódio, além da ingestão de bebidas alcoólicas. Tudo isso favorece o aumento da pressão arterial”, destaca.

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Fatores de risco

A pressão arterial é considerada elevada, normalmente, quando os níveis ultrapassam 140 por 90 mmHg. Entre os principais fatores de risco para a hipertensão, estão obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, alimentação rica em sal e baixo consumo de frutas, verduras e alimentos naturais. A recomendação médica é que adultos acima dos 20 anos façam a aferição da pressão pelo menos duas vezes ao ano. Com o avanço da idade ou a presença de fatores de risco, o acompanhamento deve ser ainda mais frequente. O diagnóstico é realizado por meio de medições repetidas em dias alternados.

A prevenção e o controle da hipertensão passam principalmente pela mudança no estilo de vida. Prática regular de atividades físicas, alimentação equilibrada, redução drástica do consumo de sal, abandono do cigarro e controle do peso e do diabetes são algumas das medidas fundamentais para evitar complicações cardiovasculares.

“Mesmo nos dias frios, é importante manter uma rotina saudável, evitar o excesso de alimentos ultraprocessados e manter a prática de atividades físicas. Pequenas atitudes diárias fazem diferença na prevenção da hipertensão e de doenças cardiovasculares graves”, salienta o cardiologista.

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Lavignea Witt

Me chamo Lavignea Witt, tenho 25 anos e sou natural de Santiago, mas moro atualmente em Santa Cruz do Sul. Sou jornalista formada pela Universidade Franciscana (UFN), pós-graduada em Jornalismo Digital e repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações.

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