Procura pela vacina é considerada baixa e Município reforça alerta à população | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O Rio Grande do Sul iniciou esta semana alcançando a marca de 268 mortes provocadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) em 2026. Do total, 56 morreram em decorrência de Covid-19 e 53 da gripe. Do total de mortos, 132 (50,19%) eram homens, e 131 tinham de 60 a 79 anos.
De acordo com o painel da Secretaria Estadual da Saúde, que monitora as hospitalizações por Srag, o Estado registrou 4.127 hospitalizações até quinta-feira, 21. Destas, 743 por influenza, 317 por coronavírus e 1.718 por Srag não especificada. As mulheres representam o maior número de internações, 2.083 (50,47%), e de idosos de 60 a 79 anos (1.079 ao todo). O Estado registrou 1.863 mortes no ano passado, superando o total de 2024, de 1.471 mortes. O número de internações em 2025 foi de 20.647.
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Na área da 13ª Coordenadoria Regional de Saúde (13ª CRS), o acumulado de pessoas que precisaram ir para o hospital em 2026 chegou a 166. Destes, 14 são por Covid-19 e 21 por gripe. A maioria, 84 (51,85%), é de homens e idosos de 60 a 79 anos, que somam 54.
A coordenadoria abrange os municípios de Candelária, Gramado Xavier, Herveiras, Mato Leitão, Pantano Grande, Passo do Sobrado, Rio Pardo, Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Vale do Sol, Vale Verde, Venâncio Aires e Vera Cruz. Até o momento, 12 pessoas faleceram pela doença. Oito (66,6%) eram homens e nove possuíam de 60 a 79 anos.
Venâncio Aires lidera os indicadores da região, com 83 hospitalizações e oito vítimas. Santa Cruz aparece em seguida, com 30 internações e uma morte.
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A responsável pela 13ª CRS, Mariluci Reis, avalia que o cenário de Srag na região é estável. O último pico de casos foi em março. Ela frisou que o grupo mais afetado é de idosos, sobretudo de 60 a 79 anos. Mariluci reforçou ainda que a adesão à vacina entre a população continua baixa.
O médico infectologista Marcelo Carneiro observa que há aumento das infecções virais e bacterianas durante o outono e início de inverno no Rio Grande do Sul. Segundo o especialista, as doenças que mais preocupam no momento são a influenza (especialmente a influenza A), a Covid-19 e o vírus sincicial respiratório – principalmente em crianças e idosos.
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Há ainda as pneumonias bacterianas e exacerbações de doenças crônicas respiratórias, como asma e DPOC. Carneiro também manifesta preocupação com a evolução para Síndrome Respiratória Aguda Grave, especialmente em grupos vulneráveis.
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Ele ressalta que a população deve procurar atendimento médico rapidamente quando houver: sinais de dificuldade para respirar, piora progressiva dos sintomas, dificuldade para se alimentar ou hidratar, redução da oxigenação, ou quando pacientes de risco apresentarem febre e tosse persistentes, especialmente após uma melhora inicial do quadro respiratório.
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Em crianças, sinais como retração das costelas ao respirar e dificuldade para mamar são particularmente preocupantes. “Esses quadros podem indicar evolução para Srag e necessidade de avaliação hospitalar precoce”, salienta.
O principal alerta para este período é que sintomas respiratórios aparentemente simples podem evoluir rapidamente em pessoas vulneráveis. “A população não deve banalizar quadros gripais durante esta época do ano, em qualquer idade e mesmo se não tiver doenças. Vacinação, diagnóstico precoce e atenção aos sinais de gravidade são fundamentais para evitar complicações e reduzir internações. Para os grupos de risco, qualquer piora respiratória merece avaliação médica sem demora.”
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Carneiro reforça que a vacinação continua sendo uma das estratégias mais eficazes para reduzir casos graves, internações e mortes. Segundo ele, contra a influenza, reduz significativamente o risco de complicações, especialmente em idosos e pessoas com comorbidades. E em relação ao pneumococo, ajuda a prevenir pneumonias bacterianas graves, meningite e infecções invasivas, sendo muito importante para idosos, crianças e grupos de maior vulnerabilidade clínica.
Marcelo Carneiro, médico infectologista: “A população não deve banalizar quadros gripais durante esta época do ano, em qualquer idade e mesmo se não tiver doenças. Vacinação, diagnóstico precoce e atenção aos sinais de gravidade são fundamentais para evitar complicações e reduzir internações. Para os grupos de risco, qualquer piora respiratória merece avaliação médica sem demora.”
O médico infectologista Marcelo Carneiro separou algumas dicas para a população prevenir-se quanto às síndromes respiratórias:
Grupos de risco
Sintomas
Coriza, dor de garganta, tosse leve, febre baixa, mal-estar e dores no corpo.
Sinais de alerta
Previna-se
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