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Régis de Oliveira Júnior: “Data centers, energia e o desafio da nova corrida tecnológica”

O avanço da inteligência artificial colide frontalmente com a capacidade de geração e transmissão do nosso sistema elétrico nacional. O processamento contínuo de modelos matemáticos gigantescos exige um volume brutal de energia. 

A infraestrutura local sofre para equilibrar essa demanda. A instalação desenfreada de centros de processamento sem planejamento governamental eleva o risco de repasse tarifário caro para a fatura de luz do consumidor residencial.

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O Marco Legal da Inteligência Artificial desponta como o mecanismo necessário para cobrar contrapartidas das empresas transnacionais no setor. A matriz energética brasileira perde o seu propósito social se for destinada a subsidiar o resfriamento de servidores de multinacionais sem taxação agressiva. O treinamento de redes neurais complexas converteu o setor da tecnologia no maior devorador de gigawatts da economia global.

O estudo de projeção estrutural lançado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no começo de 2026 aponta estrangulamentos reais nas linhas de distribuição de alta tensão. A corrida pelo domínio do código sintético ignora a finitude dos recursos naturais e a capacidade física das nossas subestações regionais de suporte. O parque gerador nacional sofre uma pressão absurda para sustentar a economia do engajamento desnecessário e do texto instantâneo desenhado por robôs.

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A soberania nacional evapora quando o país cede a sua energia limpa para alimentar um processamento corporativo que não retorna como inovação pública. O governo comete um erro geopolítico gravíssimo ao permitir que gigantes tecnológicas esgotem a nossa reserva elétrica para treinar ferramentas de código fechado hospedadas em servidores desconhecidos. 

A eletricidade verde constitui um insumo valioso e inegociável da nossa República

O Ministério de Minas e Energia (MME) tem a responsabilidade de vincular as outorgas de grandes data centers à criação de laboratórios de inovação abertos. A expansão destas estruturas deve operar com independência da rede básica. 

Outro ponto que merece atenção é o custo da expansão da infraestrutura necessária para atender grandes complexos de processamento de dados. Novas linhas de transmissão, subestações e reforços na rede exigem investimentos bilionários e planejamento de longo prazo. 

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Sem regras claras sobre quem deve financiar essas adaptações, existe o risco de que parte desses custos seja compartilhada por consumidores residenciais e pequenas empresas. A expansão da economia digital precisa ocorrer de forma equilibrada, garantindo que os benefícios do avanço tecnológico não sejam acompanhados pela socialização dos seus custos.

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Isso deve ocorrer através da geração eólica e solar dedicada exclusivamente a estas instalações. O país protege o orçamento das famílias e das indústrias de base quando exige a autossuficiência energética para complexos de alta latência.

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A máquina digital não possui o direito de apagar as luzes da cidade real. Precisamos de uma modernização do país baseada numa tecnologia soberana e energeticamente responsável. Necessitamos de estruturação de centros de dados nacionais através da arquitetura do projeto ReData. O foco está na inteligência artificial de código aberto e auditável, mas claro que sempre há vozes divergentes sobre a viabilidade dessas medidas.

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Carina Weber

Carina Hörbe Weber, de 37 anos, é natural de Cachoeira do Sul. É formada em Jornalismo pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e mestre em Desenvolvimento Regional pela mesma instituição. Iniciou carreira profissional em Cachoeira do Sul com experiência em assessoria de comunicação em um clube da cidade e na produção e apresentação de programas em emissora de rádio local, durante a graduação. Após formada, se dedicou à Academia por dois anos em curso de Mestrado como bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Teve a oportunidade de exercitar a docência em estágio proporcionado pelo curso. Após a conclusão do Mestrado retornou ao mercado de trabalho. Por dez anos atuou como assessora de comunicação em uma organização sindical. No ofício desempenhou várias funções, dentre elas: produção de textos, apresentação e produção de programa de rádio, produção de textos e alimentação de conteúdo de site institucional, protocolos e comunicação interna. Há dois anos trabalha como repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações, tendo a oportunidade de produzir e apresentar programa em vídeo diário.

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