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Régis de Oliveira Júnior: “O aluno do futuro precisa aprender a questionar a IA”

A educação pública precisa ir além do simples uso de ferramentas digitais em sala de aula. É fundamental ensinar os estudantes a compreender como funcionam os algoritmos, como as informações são produzidas e quais interesses podem existir por trás das plataformas que utilizam diariamente. 

Dessa forma, os jovens desenvolvem autonomia para usar a tecnologia de maneira consciente, sem depender exclusivamente das respostas fornecidas por sistemas automatizados. O verdadeiro letramento digital forma cidadãos capazes de analisar informações, questionar conteúdos e tomar decisões com senso crítico.

Ao mesmo tempo, o uso crescente de ferramentas de inteligência artificial não pode substituir a pesquisa, a leitura e a construção do conhecimento. Quando os alunos passam a depender apenas de respostas prontas, perdem oportunidades importantes de desenvolver raciocínio, criatividade e capacidade de argumentação. 

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Nesse sentido, cresce a preocupação com a capacitação de professores para identificar o uso adequado dessas tecnologias e incentivar a produção autoral dos estudantes, preservando o aprendizado e a integridade acadêmica. A escola perde parte de sua função quando o aprendizado passa a ser substituído por uma simples troca entre respostas geradas por inteligência artificial e ferramentas usadas para identificá-las. 

Mais do que moderar o uso da tecnologia, é preciso incentivar a pesquisa, a escrita autoral e o desenvolvimento do raciocínio crítico. Na era digital, a educação deve ajudar os estudantes a compreender como funcionam os algoritmos, os dados e as tecnologias que influenciam sua rotina.

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A educação do século XXI não deve ensinar apenas a usar a inteligência artificial, mas a compreender seus limites, questionar suas respostas e preservar a autonomia do pensamento humano. Da mesma forma, os jovens precisam ser preparados para entender os impactos éticos e sociais da inteligência artificial. Isso inclui reconhecer possíveis falhas, preconceitos e limitações presentes nos sistemas automatizados. 

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O ensino tecnológico do futuro não deve se limitar ao uso de ferramentas digitais, mas formar cidadãos capazes de questionar, avaliar e utilizar a tecnologia de forma consciente e responsável. Quanto maior a compreensão sobre essas tecnologias, maior será a autonomia dos estudantes para participar da sociedade de maneira crítica e informada.

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A proteção da saúde mental e da privacidade dos estudantes exige mais cuidado na escolha das tecnologias utilizadas nas escolas. Ferramentas digitais que coletam dados pessoais ou monitoram comportamentos precisam seguir regras claras de transparência, segurança e proteção da infância. 

A escola deve ser um espaço voltado ao aprendizado, ao desenvolvimento humano e à formação cidadã. As crianças e adolescentes não podem ser expostos a práticas que utilizem seus dados ou seus hábitos de navegação sem controle adequado e sem garantias efetivas de proteção.

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Carina Weber

Carina Hörbe Weber, de 37 anos, é natural de Cachoeira do Sul. É formada em Jornalismo pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e mestre em Desenvolvimento Regional pela mesma instituição. Iniciou carreira profissional em Cachoeira do Sul com experiência em assessoria de comunicação em um clube da cidade e na produção e apresentação de programas em emissora de rádio local, durante a graduação. Após formada, se dedicou à Academia por dois anos em curso de Mestrado como bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Teve a oportunidade de exercitar a docência em estágio proporcionado pelo curso. Após a conclusão do Mestrado retornou ao mercado de trabalho. Por dez anos atuou como assessora de comunicação em uma organização sindical. No ofício desempenhou várias funções, dentre elas: produção de textos, apresentação e produção de programa de rádio, produção de textos e alimentação de conteúdo de site institucional, protocolos e comunicação interna. Há dois anos trabalha como repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações, tendo a oportunidade de produzir e apresentar programa em vídeo diário.

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