O Grêmio venceu o Joinville de virada por 2 a 1 neste domingo, 16, na Arena, pela 19ª rodada do Brasileirão. O técnico Roger Machado admitiu uma certa desatenção no primeiro tempo, mas enalteceu o poder de reação no segundo tempo. A ausência de Luan foi minimizada pelo comandante
Na visão de Roger Machado, a vitória suada diante do Joinville foi fruto de uma estratégia do adversário e de oscilação emocional da equipe. O técnico citou o desempenho contra o Atlético-MG, reclamou do calendário, valorizou os zagueiros e elogiou Fernandinho – que entrou no intervalo e foi fundamental para a virada. “Não é nem questão física, mas emocional conseguir manter o nível de concentração após o jogo forte em Minas. Quando ajustarmos nosso calendário teremos espetáculos melhores, pontos. O Joinville tinha transição de defesa-ataque com muita velocidade e bola parada forte. Por desatenção nossa, não houve cobertura e eles abriram o placar”, disse Roger.
O gol dos visitantes saiu aos três minutos do primeiro tempo, em cobrança de escanteio. Dali até o intervalo, o Grêmio sequer esteve perto de empatar. O Joinville teve outras duas chances vivas e perdeu. Os erros custaram caro para a equipe catarinense. “No primeiro tempo nos fez falta justamente pelo motivo que o Fernando entrou: a vitória pessoal. Ele nos ajuda a desarmar sistemas bem armados. Mas não passou pela ausência do Luan a nossa dificuldade, mas sim por um adversário bem armado”, comentou.
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O treinador destacou o apoio da torcida e a importância de aproveitar os jogos em Porto Alegre. “O fator local é importante, ainda mais quando tem a presença de bastante torcida. É um incentivo que vem de fora, é importante para a gente, tem que fazer diferença a nosso favor, seja para iniciar a construção do placar ou ter uma virada como foi hoje”, avaliou.
Com a sequência de jogos, inclusive pela Copa do Brasil, Roger traça uma estratégia de descanso aos jogadores para manter o nível das atuações. “A ideia é a gente manter o mesmo nível sempre. Mas, a partir desse momento, vamos ter que focar mais na recuperação do que no treino. O prejuízo é você ter que acertar o que teve de equívoco. Eu faria cinco sessões de treinamento se o jogo fosse apenas no domingo, e eu não vou ter uma para fazer”, disse.
Rafael Galhardo comentou sobre o gol de falta. “Pelo Bahia, fiz contra o Grêmio. Pessoal me cobrava muito. Sabia que Deus estava preparando o momento certo. Tive uma chance antes, não entrou. Depois, concentrei, e a bola entrou. Fico feliz pela vitória do Grêmio”, disse o lateral. O atacante Fernandinho salientou as dificuldades apresentadas pelo Joinville, que atuou retrancado. “Os jogos mais difíceis são contra quem vem na retranca. Eles fizeram gol lá no início, tiveram chance de ampliar, aproveitamos a chance, entramos focados, sabíamos que ia ser difícil, mas conseguimos reverter. Se a gente não vence, perde o que fizemos contra o Atlético e no clássico contra o Inter”, disse.
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O volante Maicon admitiu que a equipe atuou abaixo do esperado neste domingo, mas exaltou o empenho de seus companheiros para assegurar os três pontos. “Acho que foi na garra. Não apresentamos um bom futebol, como vínhamos apresentando. Nem sempre vai ser da maneira que a gente quer, mas o que a gente correu, contra um adversário de qualidade. Saímos atrás, mas conseguimos virar. Está todo mundo de parabéns”, avaliou o capitão.
O meia Giuliano, por sua vez, ressaltou a falta de atenção no início do jogo, quando o Joinville marcou seu gol e ainda desperdiçou boas chances. “A gente tomou gol de bola parada, o que já aconteceu antes. Precisamos corrigir isso, tiramos de lição. A equipe deles se fechou bem e vendeu muito caro a vitória, mas fomos guerreiros e merecemos”, afirmou.
Autor do gol de empate, o equatoriano Erazo lembrou que a vitória foi conquistada sem contar com Luan, principal jogador do time, em campo. “O Joinville fez uma grande partida, mas não perdemos o foco. Isso demonstra que estamos focados no campeonato, e quem entra tenta fazer o melhor. Este é o caminho. O Brasileirão não é fácil”, declarou o defensor.
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