Debate e exibição de curtas-metragens destacaram o protagonismo e a autonomia das mulheres em Santa Cruz e região Foto: Julian Kober
O talento feminino nas artes, no cinema e na música foi o destaque da primeira edição do ano do projeto Santa Cruz Cidade Viva: Curtas & Conexões. Promovida pela empresa A Jiboia, a iniciativa ocorreu na noite dessa sexta-feira, 20, na Casa das Artes Regina Simonis.
Com o tema Elas: vozes e lideranças que inspiram, a programação começou com uma sessão de curtas-metragens dirigidos por mulheres. A primeira exibição foi o documentário Margaridas, de Bruna Ave Cantadeira, gravado em Linha Andreas, no interior de Vera Cruz, e integrante da Mostra Olhares Daqui do 8º Festival Santa Cruz de Cinema. Na sequência, foi apresentado A Velhice Ilumina o Vento, de Juliana Segóvia. A obra, exibida na sexta edição do festival local, narra a história de Valda, idosa negra e trabalhadora doméstica em Cuiabá.
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O encerramento do bloco cinematográfico coube a Ela Mora Logo Ali, de Fabiano Barros e Rafael Rogante. Vencedor dos prêmios de melhor filme e júri popular no festival de 2023, o curta mostra a rotina de uma vendedora ambulante na Amazônia, cuja vida se transforma após conhecer uma jovem leitora.
Após as exibições, houve um debate com a educadora Marta Nunes, a fotógrafa Dulce Helfer e a jornalista Aline Silva, mediado por Liege Martini, contadora, profissional do agro e professora universitária.
Marta ressaltou a importância de políticas de combate ao feminicídio e ações que promovam a autonomia feminina. “O que temos em Santa Cruz é uma representatividade restrita. É preciso oferecer condições reais para que saiam da submissão. O caminho é incluir mais mulheres – negras, indígenas, PCDs e trans – na política”, afirmou.
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Dulce Helfer reforçou a necessidade de exaltar as conquistas femininas diante dos altos índices de misoginia e violência. “Toda mulher já sofreu algum tipo de abuso; eu me dou conta disso agora. Batalhamos muito para chegar onde estamos”, concluiu.
Após o bate-papo, a cantora Camila Barrios embalou o evento com a apresentação Cantando Elas. Nos vocais, exaltou o talento das principais artistas que mudaram o cenário musical. Natália Correa, sócia da empresa A Jiboia, destacou que o Santa Cruz Cidade Viva aproveitou o Mês da Mulher para propor uma edição em homenagem às trajetórias inspiradoras.
“A ideia foi olhar para mulheres que inspiram por suas vivências, lutas, escolhas, trabalhos, afetos. Assim, o tema nasceu como forma de valorizar diferentes experiências femininas e ampliar a reflexão sobre o que significa inspirar e liderar no cotidiano”, explicou. A intenção é seguir com esse formato. Também serão realizadas novas edições com diferentes temas, ampliando o alcance e trazendo novos públicos para a Casa das Artes.
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