A necessidade de contingenciamento de gastos devido à queda na arrecadação levou a Prefeitura de Santa Cruz do Sul a determinar cortes nas áreas da segurança e educação. O assunto foi levantado durante reunião especial ontem na Câmara de Vereadores, e as medidas foram alvo de críticas da oposição.
A reunião foi proposta pelo vereador Elstor Desbessell (PTB) para que os secretários Jefferson Gerhardt, do Planejamento, e Zeno Assmann, da Fazenda, prestassem esclarecimentos sobre a situação financeira do município. Durante os debates, o próprio Desbessell trouxe à tona uma ordem de serviço assinada pelo prefeito Telmo Kirst (PP) e distribuída no dia 19 de maio a todas as secretarias prevendo a extinção de postos de vigilância, o corte de 25% das despesas com aquisição de alimentos para as escolas da rede municipal e a realização de um estudo para reduzir os gastos com transporte escolar.
Conforme os secretários, as providências são necessárias porque a retração do consumo e da produção no País, somada à política de ajuste fiscal do governo federal que resultou em represamento de repasses para as prefeituras, afetou a receita do Município. No primeiro quadrimestre do ano, a Prefeitura arrecadou R$ 1,8 milhão a menos do previsto apenas em recursos livres e a perspectiva é que, ao final do ano, a diferença em relação ao orçamento chegue a R$ 3 milhões. Além disso, R$ 7,2 milhões em recursos carimbados da União e do Estado que já deveriam ter sido liberados ainda são aguardados e não se sabe o que chegará aos cofres municipais.
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