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Santa Cruz inicia campanha decisiva contra o vexame

Em seus 103 anos de fundação, o Santa Cruz nunca viveu um momento tão dramático como o atual. Na tentativa de evitar o rebaixamento à Terceirona, o Galo abre a disputa da repescagem contra o Santo Ângelo hoje, às 15h30, no Estádio da Zona Sul, em Santo Ângelo. O duelo de volta será no próximo sábado, no mesmo horário, nos Plátanos, perfazendo 180 minutos de muita angústia e sofrimento para o torcedor carijó. Por causa do saldo de gols qualificado nesta etapa, o objetivo está bem definido: retornar das Missões com vitória ou empate, de preferência, marcando gols. Riograndense e Marau já caíram para a terceira divisão do ano que vem.

A equipe alvinegra tem três desfalques. O volante Lúcio Gaúcho e o centroavante Fábio Buda cumprem suspensão pelo terceiro cartão amarelo. O zagueiro Caio segue fora, recuperando-se de uma lesão no músculo posterior da coxa direita, e é substituído novamente por Romário Scherer. Na lateral direita, Guilherme Sapé começa na vaga de Márcio. Diego Saraçol reforça a marcação no meio-campo ao lado de David. No ataque, William Campos foi escolhido para ser o homem  de referência.

“Precisamos valorizar aqueles que entrarem na equipe. Falei com os atletas e o momento é de passar confiança”, destacou o técnico Leco, que tem se mostrado inquieto com a situação do Santa Cruz. “Não tenho dormido. Ando nervoso e apreensivo”, revelou o treinador, que chegou há pouco mais de uma semana aos Plátanos.

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Segundo Leco, apesar da derrota por 1 a 0 para o Internacional-SM no último domingo, em Santa Maria, o Galo teve uma boa atuação. “É esse espírito que devemos levar para lá (Santo Ângelo). Sem a bola, vamos marcar e, quando estivermos com ela, vamos atacar. Não adianta ficar  só se defendendo. Temos que ter uma postura ofensiva”, ressaltou Leco, esperando a mesma pegada e vontade do duelo contra o Coloradinho.

A motivação para impedir uma possível queda tem de vir dos próprios jogadores, frisa Leco. “Estamos em um clube centenário, com uma tradição muito grande. Todos recebem (salários) em dia. Não podemos ficar marcados de uma forma negativa”, alertou o treinador, que optou por armar o time no 4-5-1 a fim de os laterais terem mais liberdade para apoiar e os volantes darem maior cobertura na meia-cancha. 

Sobre o Santo Ângelo, Leco aponta a jogada aérea como um dos seus pontos fortes. “Treinamos muito isso hoje (ontem) pela manhã”, confirmou o treinador. As duas equipes, que terminaram na sétima posição de seus respectivos grupos, fizeram campanhas parecidas na primeira fase da Divisão de Acesso. Na Chave A, o Santa Cruz somou 12 pontos em 14 jogos – três vitórias, três empates e oito derrotas–, com oito gols marcados e 18 sofridos. Já o Santo Ângelo fez 11 pontos na Chave B – duas vitórias, três empates e sete derrotas. Sob o comando de César Pagliariani, a equipe missioneira também balançou a rede oito vezes, mas levou 23 gols.

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