A maior competição de empreendedorismo social nas escolas brasileiras está com inscrições abertas para alunos do 8º e 9º ano do ensino fundamental, médio e técnico. O lançamento no Rio Grande do Sul foi realizado oficialmente no início de abril, quando uma equipe do Desafio Liga Jovem percorreu escolas no estado para tirar dúvidas dos educadores e estudantes e apoiá-los na realização das inscrições.
Alunos de todo o país já podem se inscrever. Basta ser estudante do ensino fundamental, médio ou profissional, ter uma equipe de 2 a 5 estudantes (da mesma instituição de ensino e categoria) e contar com um professor orientador (que deve ser um profissional da educação). Professores e alunos se inscrevem individualmente e depois se unem em equipes, por meio de um link de convite. O formulário está disponível no www.desafioligajovem.com.br.
A transformação do Desafio Liga Jovem em Olimpíada de Empreendedorismo na Escola irá envolver uma série de ações práticas para aproximar o DLJ das instituições de ensino. O DLJ ganhou o nome de olimpíada por ser uma competição de empreendedorismo que envolve oficinas nas escolas e todo o desenvolvimento dos projetos ao longo da jornada da 4ª edição do programa.
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Além disso, o DLJ4 será focado nas escolas e não terá mais a categoria Ensino Superior, que será atendida em outra iniciativa do Sebrae. Dessa forma, serão três categorias: Ensino Fundamental (8º e 9º ano), Ensino Médio e Educação Profissional (técnico e profissionalizante). As equipes receberão conteúdos mais aprofundados e terão a oportunidade de defender suas ideias com uma parte escrita, além do envio do vídeo-pitch.
Em 2025, o estado gaúcho superou o número de 2,8 mil inscritos. Estudantes e educadores das cidades de Pelotas, Água Santa e Caxias do Sul foram finalistas da etapa estadual no ano passado nas categorias Ensino Fundamental, Médio/Técnico e Superior, participando da missão nacional realizada em Belém do Pará.
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Entre os destaques gaúchos está a professora Denize Groff, de Nova Hartz, que foi finalista nacional da categoria Ensino Fundamental em 2023 e vice-campeã nacional em 2024. Para ela, o principal conselho para professores e estudantes é acreditar no potencial das ideias e participar do desafio mesmo sem experiência anterior.
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“Muitas vezes acabamos nos sabotando e pensando que a ideia da nossa escola ou dos nossos alunos não é boa o suficiente para participar de competições como essa. No entanto, o primeiro passo é justamente se desafiar, participar e colocar essas ideias na plataforma”, afirma.
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Segundo Denize, os projetos geralmente surgem da observação de problemas simples do cotidiano e da vontade de gerar mudanças reais na comunidade. Ela também destaca o papel dos professores no incentivo à criatividade, à pesquisa e ao protagonismo dos estudantes, além da importância das oficinas formativas oferecidas pela plataforma do Desafio Liga Jovem.
“Participar dessas etapas formativas faz diferença tanto para os professores quanto para os alunos, ajudando no desenvolvimento das ideias e na organização das propostas”, ressalta. A professora ainda destaca que a experiência vai além da competição. “Ver a própria ideia sendo compartilhada em nível nacional e perceber que outros jovens podem aprender com ela é algo muito significativo. Além disso, existe um intercâmbio cultural muito rico nesses eventos, que amplia a visão de mundo dos alunos”, comenta.
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Para a professora, o principal ganho da participação está no desenvolvimento pessoal e acadêmico dos estudantes: “O mais importante não é apenas chegar longe na competição, mas todo o crescimento pessoal, acadêmico e humano que acontece durante o processo”.
A iniciativa desafia os participantes a desenvolverem soluções criativas e de impacto social para problemas da escola ou da comunidade, tendo a tecnologia como aliada (analógica ou digital). As propostas vão desde aplicativos, jogos e plataformas digitais até produtos físicos inovadores e metodologias sustentáveis.
A competição prevê mais de 600 mil reais em premiações, incluindo equipamentos, vales-compra, viagens e outras experiências educacionais. As equipes vencedoras irão participar de uma missão internacional em 2027.
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Premiação final (para estudantes e professores orientadores)
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