Em 2025, a Secretaria Municipal de Saúde de Santa Cruz registrou uma despesa de R$ 309 milhões. No mesmo período, a pasta teve uma receita de R$ 315 milhões, provenientes sobretudo da União (43,83%), do Município (38,65%) e do governo do Estado (14,18%).
Os dados referentes ao ano passado foram apresentados pelo secretário de Saúde, Rodrigo Rabuske, ontem à tarde, na Câmara de Vereadores. Conforme o titular da pasta, grande parte das despesas – R$ 223,4 milhões, ou 72,28% – está relacionada à assistência hospitalar e ambulatorial.
Rabuske frisou que parcela importante dos investimentos tem destinação específica a determinadas áreas. “Somos referência em traumatologia e cardiologia para mais de 25 municípios, além de referência em oncologia para mais de 60 municípios. Então parte dos recursos está aí”, disse.
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Já os investimentos em Atenção Básica chegaram a R$ 60,1 milhões, o equivalente a 19,47% dos gastos totais. O secretário reforçou o compromisso de aumentar os subsídios para o setor – que possui 34 equipes atuando em todas as unidades de saúde – para reduzir o aporte nos atendimentos hospitalares. Segundo ele, o objetivo é focar ações preventivas para os pacientes, evitando que certas doenças evoluam até uma situação mais grave que requeira hospitalização.
“Estamos injetando mais recursos, fomentando mais a busca de atendimento na unidade mais próxima. Também vamos iniciar o plantão do trabalhador, à noite, para aqueles que não conseguem durante o dia”, acrescentou.
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Além disso, a pasta aplicou R$ 10 milhões (3,24% do total de despesas) na vigilância sanitária e epidemiológica. Outros R$ 7,9 milhões (2,59%) foram destinados à administração geral e R$ 7,4 milhões para aquisição e distribuição de medicamentos.
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Do total de recursos destinados à saúde, a grande maioria (49%) é referente a serviços médico-hospitalar, odontológico e laboratorial. Outros R$ 101,4 milhões (32,81%) são para as despesas com pessoal.
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Ao apresentar as receitas referentes ao último quadrimestre de 2025 (de setembro a dezembro), Rabuske reiterou a “participação tímida” do governo do Estado. Do total de R$ 118,1 milhões arrecadados no período, R$ 19,5 milhões (16,49%) foram recursos estaduais, enquanto o Município destinou R$ 44,9 milhões (37,84%) e a União, R$ 53,2 milhões (45,41%).
De janeiro a dezembro do ano passado, o Estado enviou R$ 44,8 milhões, o equivalente a 14,18% das receitas. Já o governo federal destinou R$ 137,5 milhões (43,83%), e o Município, R$ 122,8 milhões (38,65%).
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“É um pleito de todos os parlamentares que o governo do Estado coloque o mínimo condicional e faça um aporte maior à saúde pública, para que o Município possa injetar menos recursos e pensar em outras políticas públicas.” Segundo Rabuske, hoje o Município aplica muito nessa área para compensar recursos que não vêm, principalmente do Estado.
O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Rabuske, classificou 2025 como um ano “desafiador”, que começou com um déficit “bastante considerável”. “Conseguimos fechar o ano honrando todos os contratos e tivemos o auxílio de todos, inclusive do Legislativo municipal”, afirmou.
Segundo ele, apesar dos desafios, o Município entregou a ESF do Bairro Aliança, além de 15 carros zero-quilômetro para o setor de transporte da pasta. Mencionou ainda a revitalização de duas unidades do Samu, além da ampliação de mais um veículo. Rabuske ressaltou ainda o primeiro ano do programa municipal de redução de filas, que, segundo ele, já resultou em aumento nos procedimentos cirúrgicos.
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“Temos ainda como desafios tirar do papel a obra do Caps AD e a UPA na região alta da cidade. Estamos na busca de uma área em parceria para viabilizá-la da melhor forma possível”, informou. “E conseguimos a manutenção no plantão central. Então, tivemos 850 mil atendimentos da atenção básica e especializada.”
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Na parte dos principais indicadores referentes a 2025, Rodrigo Rabuske destacou entre as estatísticas positivas a cobertura da vacina tríplice viral para crianças com 1 ano, que chegou a 100%. Mencionou ainda a cobertura populacional pelas equipes de Atenção Básica, que passou de 79,36% (2024) para 81,52%.
No entanto, outros indicadores causam alerta. Um deles é a prevalência de excesso de peso, que chegou a 73,23%, acima da meta de 69,76%. “Apesar das ações educativas, temos que trabalhar mais a questão da nutrição nas unidades de saúde, para melhorar esse indicador”, comentou.
Citou ainda a mortalidade por HIV/Aids, que chegou a 15 óbitos no município em 2025. Embora tenha recuado em relação aos anos anteriores, o objetivo da pasta é que reduza mais. Também mencionou as mortes por câncer de mama: 24 mulheres faleceram em decorrência da doença no ano passado.
“São os nossos gargalos e são temas extremamente importantes que passam pela educação. Precisamos conscientizar as pessoas para que se cuidem mais e preservem as suas vidas”, enfatizou o secretário.
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