Brasil jogou duas vezes contra os Estados Unidos | Foto: Kely Pereira/Staff Images/CBF
A Seleção Brasileira feminina fechou o período de amistosos diante dos Estados Unidos com uma vitória e uma derrota. No sábado, 6, a vitória por 2 a 1 veio de virada na Neo Química Arena. Sophie Wilson marcou para as norte-americanas, mas Tainá Maranhão e Bia Zaneratto garantiram o triunfo.
Na terça-feira, 9, na Arena Castelão, o placar foi de 1 a 0 para as norte-americanas. Isabela Chagas marcou contra. Na reta final, o técnico Arthur Elias foi expulso. Outras quatro atletas receberam cartão vermelho após o apito final: Bia Zaneratto, Tarciane, Ludmila e Kerolin. Um dos destaques positivos da noite foi o retorno de Marta. Aos 40 anos, a camisa 10 não jogava desde a Copa América e voltou aos gramados com a camisa amarelinha aos 35 da etapa final.
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Em coletiva, o técnico Arthur Elias citou “xenofobia” e se disse desrespeitado. A árbitra foi a espanhola Paola Cebollada López. Com 55.744 torcedores em Fortaleza, o público foi recorde em amistosos da seleção feminina brasileira realizados no País. O presidente da CBF, Samir Xaud, prestigiou o evento.
“A quarta árbitra brasileira não consegue se comunicar direito com as espanholas, que também não estão nem aí para ela. Foi nesse jogo, foi no jogo anterior, a Rejane me falou isso, que ela falava e as espanholas também não ligavam para ela. Era assim com a Débora hoje também. Acho que o jogo foi condicionado o tempo inteiro pela arbitragem. Não foi isso só no segundo tempo, não é normal o que aconteceu hoje que, obviamente, quem assistiu ao jogo lá de cima, na TV, não vê o que você passa embaixo”, declarou.
“São várias situações que são reflexo de uma xenofobia que a gente sofre. Isso vai vir para a Copa do Mundo. Eu garanto a vocês que é xenofobia, que a seleção brasileira foi desrespeitada muitas vezes e eu não estou falando isso agora, eu falo isso internamente, mas quem sabe, espero que a gente consiga trabalhar melhor nos bastidores, que vocês da imprensa divulguem, vão atrás disso, porque fica muito no masculino… Mas o que acontece com a seleção feminina, vocês não têm ideia”, complementou Elias.
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