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Sem obras ao longo dos anos, RSC-287 fica estagnada

Na época em que a RSC-287 foi construída, na década de 1970, 2 mil veículos transitavam diariamente pela rodovia. O número saltou para 13 a 14 mil nos dias de hoje, apertando o trânsito nas pistas simples que compõem a principal ligação do Vale do Rio Pardo com a Região Metropolitana. 

Nesse período, motos, automóveis e caminhões ganharam potência e se multiplicaram pelas estradas. O peso das cargas mais do que dobrou — de 23 para quase 60 toneladas — e o volume idem. Em 1979, por exemplo, dados do Sinditabaco mostram que a exportação do tabaco no Sul do País totalizou 97,9 mil toneladas, o equivalente a US$ 222,3 milhões. No ano passado, o volume de exportação atingiu 473 mil toneladas e US$ 2,4 bilhões. 

Se em termos de desenvolvimento a região avançou, não se pode dizer o mesmo em relação à estrada, que ficou estagnada. A própria Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), que administra 149 quilômetros há quase dois anos entre Vila Paraíso e Tabaí, admite que a RSC-287 apresenta problemas em sua estrutura, que só poderão ser corrigidos com intervenções profundas. A situação é mais grave em um trecho de dez quilômetros, três deles em Santa Cruz do Sul. 

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A duplicação da estrada é reivindicada há cerca de uma década, com mais intensidade nos últimos cinco anos. “Apesar do esforço, a EGR não tem conseguido deixar essa rodovia em condições mínimas de transporte. Está muito ruim. Estamos pressionando para que a EGR realize essa duplicação, que é uma das mais importantes”, avalia o vice-presidente de Logística do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Rio Grande do Sul (Setcergs), Frank Woodhead. 

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