A preocupação com a acirrada competitividade internacional – fomentada principalmente pelo aumento da produção nos países africanos – vem fazendo o setor fumageiro buscar alternativas que valorizem o fumo brasileiro. Uma das medidas debatidas nesta semana durante o encontro da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, em Brasília, é a certificação da qualidade do produto. A partir da próxima safra, um grupo de fumicultores passará a ser orientado para fazer parte da produção integrada. Maior exportador de tabaco do mundo, o Brasil poderá ser também o primeiro a ter certificação de qualidade.
O objetivo do projeto-piloto é garantir ao mercado internacional que o tabaco produzido no Brasil tem baixo impacto ambiental e social, e, dessa forma, agrega maior valor ao produto. A partir do mês de maio, 40 técnicos das empresas serão disponibilizados para acompanhar o processo. Segundo o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco), em 2014 houve uma queda de 24% nas exportações em relação ao ano anterior. A redução da demanda, o aumento da produção nos países concorrentes, os custos com entraves burocráticos e de logística, bem como o crescente aumento nos preços de insumos, energia e mão de obra, são apontados pelo sindicato como fatores que enfraqueceram a competitividade no mercado mundial.
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