A vida silvestre corre perigo diariamente na malha viária brasileira, que compreende 1,7 milhão de quilômetros. Em todo o País, estima-se que pelo menos 475 milhões de animais morrem atropelados a cada ano. A projeção é do Sistema Urubu, ligado ao Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras (Ufla). A plataforma, considerada a maior rede social de conservação da biodiversidade brasileira, visa reunir, sistematizar e disponibilizar informações sobre a mortalidade da fauna selvagem nas rodovias e ferrovias.
Conforme o oceanólogo Alex Bager, o Sistema Urubu reúne dados das mais variadas fontes, como usuários de rodovia, pesquisadores, concessionárias, órgãos governamentais, entre outros. “Todos podem contribuir e cada informação, independente da sua origem, tem a mesma importância. Nosso principal diferencial em relação a outros bancos de dados existentes no mundo é que 100% das informações são avaliadas por pesquisadores, especialistas em identificação de espécies”, explica. O método é constituído por três segmentos: Urubu Web, Urubu Map e Urubu Mobile – aplicativo gratuito que permite que qualquer pessoa possa registrar informações de atropelamentos de animais.
O dispositivo está disponível para tablets e smartphones com sistema operacional Android ou iOS, sendo que o aparelho precisa ter câmera fotográfica e GPS integrados. “Ao ver um animal atropelado, tire uma foto que permita a identificação da espécie. A posição geográfica e a data serão automaticamente registradas. Se você desejar, pode fazer um comentário no campo específico e salvar a imagem. A foto será salva no álbum do aplicativo e você pode enviá-la usando a internet do celular ou aguardar e enviar de outro local com Wi-Fi.”
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