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Só três aeroportos vão ser concedidos agora, diz ministro da Aviação Civil

O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, afirmou que apenas os aeroportos de Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC) e Salvador (BA) vão ter suas concessões iniciadas neste ano. Segundo ele, o ministério está pronto desde março para iniciar o processo de passar para a iniciativa privada essas unidades, mas aguarda que o governo defina um pacote mais amplo de concessões. O ministro afirmou que na reunião realizada pelo governo no último sábado, 25, para definir o pacote de concessões, a área econômica do governo apresentou a proposta de fazer mais leilões de aeroportos. Os vencedores de leilões de aeroportos pagam a outorga, uma espécie de aluguel pela administração do bem, e isso ajuda o governo na formação de caixa.

Segundo a Folha de S.Paulo apurou com ministros que participaram da reunião, além dos terminais de Florianópolis, Salvador e Porto Alegre, Dilma cobrou a ampliação do número de aeroportos que serão licitados, sendo um do Nordeste – Recife ou Fortaleza -, um do Sudeste e um terceiro no Centro-Oeste. Os aeroportos de Goiânia e Vitória também foram citados no encontro. Mas, segundo ela, não será possível conceder mais aeroportos agora porque isso prejudicaria a estatal Infraero, que está deficitária e precisa manter receitas nesse período em que ela está se reestruturando.

“Respeito todos que pensam diferente, mas a nossa palavra são três. A palavra final é da presidente. Mas, para o programa de reestruturação da Infraero, precisamos que nesse momento sejam apenas três”, afirmou Padilha. A expectativa do ministro é que os aeroportos sejam efetivamente leiloados no fim do primeiro semestre de 2016, já que são necessários ainda iniciar os estudos e preparar o leilão. Segundo ele, mesmo com a crise, o setor continua crescendo acima do crescimento da economia.

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Padilha lembrou no entanto que o mercado está em transformação porque as empresas OAS, Engevix e UTC estão vendendo suas participações acionárias nos aeroportos de Guarulhos (SP), Brasília (DF) e Campinas (SP), respectivamente. As empresas enfrentam dificuldades financeiras após terem seus nomes envolvidos nos escândalos de corrupção na Petrobras.

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