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Soja deve ter safra recorde no Rio Grande do Sul

Beneficiada pelo aumento da produtividade e da área plantada, a soja deve ter uma safra recorde no Rio Grande do Sul. Conforme dados divulgados nessa terça-feira pela Emater/RS-Ascar, a produção no Estado deve alcançar 16 milhões de toneladas, em uma área de 5,2 milhões de hectares plantados. Isso representa uma produtividade de 3,17 mil quilos por hectare. A oleaginosa é responsável por R$ 19,3 bilhões do faturamento bruto de R$ 28,9 bilhões com grãos em solo gaúcho.

No âmbito dos 14 municípios de abrangência da Agência de Santa Cruz do Sul do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 119,4 mil hectares de soja plantados. Estima-se uma produção total de 337,5 mil toneladas, na soma das lavouras de Barros Cassal, Boqueirão do Leão, Encruzilhada do Sul, Gramado Xavier, Herveiras, Mato Leitão, Pantano Grande, Passo do Sobrado, Vale do Sol, Venâncio Aires, Vera Cruz, Rio Pardo e Santa Cruz do Sul. Tomando como base o preço médio de R$ 72,27 por saca, a projeção de rendimento bruto com o grão fica em torno de R$ 406,5 milhões na região.

Nesses dados, no entanto, não são contabilizados alguns municípios do Vale do Rio Pardo e do Centro-Serra que são tradicionais produtores de soja. É o caso de Candelária, onde a área cultivada com a oleaginosa é de aproximadamente 17 mil hectares, com produção estimada em 53 mil toneladas. Também de Salto do Jacuí, com 20,5 mil hectares e 66,8 mil toneladas, e Jacuizinho, com 12 mil hectares plantados e produção projetada de 48,8 mil toneladas. 

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Em artigo publicado na Revista AgroRS, da Editora Gazeta, o doutor em Economia Internacional e professor da Unijuí, Argemiro Luis Brum, alerta que é fundamental para os produtores de soja que o câmbio permaneça ao redor de R$ 4,00 ou mais. Isso porque a atual lavoura foi realizada com custos balizados por um câmbio nesses níveis. “Se o câmbio recuar para níveis entre R$ 3,50 e R$ 3,70 no momento da colheita, muitos produtores precisarão de uma excelente produtividade para não assistirem a um resultado econômico ruim em suas lavouras”, considera.

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