Dizem que redigir para um público “invisível” é um exercício de solidão. Escrevo semanalmente para dez publicações, entre jornais, sites e blogs do interior do Rio Grande do Sul. Junto com a assinatura das colunas, logo abaixo do título do texto faço questão de publicar meu e-mail. Apesar desse esforço, confesso que recebo pouquíssimos retornos daquilo que escrevo, fenômeno muito comum, aliás. Confesso, sem rodeios, que é um tanto frustrante, mas como dizem meus filhos “hoje em dia só velho usa e-mail”.
O esforço, no entanto, rende o carinho de alguns fiéis leitores, que dão a honra da leitura e de mensagens enviadas. Isso faz toda a diferença. É uma recompensa de valor inestimável, estímulo para sentar todos os domingos à noite ao computador para elaborar estas mal traçadas linhas. Ao longo destes anos como cronista, alguns leitores se transformaram em “amigos invisíveis”. São pessoas que frequentemente elogiam, fazem reparos e críticas com respeito, o que faz toda a diferença. Isso me enche de alegria. E responsabilidade.
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Em Santa Cruz do Sul, uma dessas diletas leitoras-amigas é a professora e ex-vereadora Sônia Marli Kessler Kist, que recentemente comemorou aniversário e recepcionou amigos e fãs em uma incensada festa que mereceu destaque na Coluna do Ike. A partir da coluna que publico há anos na Gazeta do Sul, estreitamos os laços, embora até hoje não conseguimos acertar um encontro presencial. Confesso ter enorme curiosidade para conhecer os jardins da residência da Sônia, espaço que admiro através de fotos que ela envia.
Como ela, tenho a pretensão de dizer que fiz amigos em Frederico Westphalen, Ijuí, Farroupilha, Sant’Ana do Livramento, Guaporé, Bom Princípio, Novo Hamburgo/Canoas/Canela/São Leopoldo, Santo Ângelo e Erechim, onde veiculo meus escritos todas as semanas. Além, é claro, de Arroio do Meio, minha terra natal.
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Escrever e se expor publicamente não significa apenas “receber flores”. Já tive críticas e até agressões grosseiras, mas isso faz parte do ofício. Sou colorado e minha filha é a única gremista da família. Depois de uma sonora goleada tricolor em um GreNal, publiquei uma crônica na Zero Hora, dizendo que, apesar do fiasco do Inter, estava feliz porque a Laura estava feliz.
Através do e-mail, recebi uma mensagem que, em resumo, dizia: “Gilberto, não sei se és pior como pai ou colorado. Onde já se viu permitir que a filha seja gremista? Tu deves sentir vergonha ao te olhar no espelho!”. Como escrevi acima, ter os textos publicado é “dar a cara a tapa” em cada edição. Xingamentos fazem parte da rotina, mas nem de longe desanimam. Pelo contrário, servem de alerta, mesmo quando são deselegantes, grosseiros e injustos.
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