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Tempos e temas de Aharon Appelfeld

Alguns autores são a síntese de uma época. É o caso do escritor judeu Aharon Appelfeld. Ele é mais um sobrevivente dos campos de concentração nazistas que, tendo escapado da morte quase por milagre, esmerou-se em deixar o seu depoimento ou o seu testemunho daqueles tempos sombrios, mesmo que nem sempre as gerações do futuro entendam o recado. Ele conseguiu fugir do Lager, na Transnístria (sob domínio da Romênia), e ficou escondido por três anos, até conseguir se juntar ao Exército soviético como cozinheiro.

Agora, finalmente chega ao Brasil o seu relato memorial, História de uma vida, pela Companhia das Letras, em tradução de Paulo Geiger. A obra, de 200 páginas, já se encontra em pré-venda, ao valor de R$ 89,90, e estará nas livrarias em meados de maio. Nascido em 1932, em Jadova, então Romênia e hoje na Ucrânia, ele faleceu em 2018, aos 85 anos, em Israel, tendo deixado uma obra formidável em narrativa e memória.

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Seu romance Baddenheim 1939, de 1978, no Brasil disponível em edição recente da Amarilys, é um clássico. Alçou-o à altura de outros autores judeus de renome, como Amós Oz e A.B. Yehoshua, e de David Grossman, o único deles ainda vivo. No Brasil encontram-se também outros textos seus, como Fragmentos de uma vida (editora Civilização), Expedição ao inverno (pela Perspectiva, mais uma obra-prima), Volto ao anoitecer (pela FTD) e Meu pai, minha mãe (pela Carambaia).

No conjunto, confrontam o leitor com algumas das passagens mais dolorosas e impactantes da história humana. Algo que sua autobiografia agora vem ampliar, com um retrato deste e de outros tempos.

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Romar Behling

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Romar Behling

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