Comprar os itens da cesta básica ficou quase R$ 10,00 mais caro em Santa Cruz do Sul. A variação no período de 1º de setembro a 3 de outubro foi de 2,53%, passando de R$ 364,14 para R$ 373,37. Dos 13 produtos pesquisados, nove apresentaram elevação de preço e quatro apresentaram redução de preço.
O tomate e a carne bovina foram os itens que mais contribuíram para o aumento do valor da cesta básica. O primeiro item ficou 2,05% mais caro, enquanto o segundo 1,93%. Por outro lado, o pão francês e o leite tipo C sofreram redução de preço de 1,82% e 0,84%, respectivamente.
Com este custo para a cesta nacional, um trabalhador de Santa Cruz do Sul que recebe no início deste mês o salário mínimo, precisaria ter trabalhado 93,343 horas para adquirir o conjunto de 13 produtos. A partir dos gastos com alimentação é possível estimar o salário mínimo necessário para o atendimento das necessidades básicas do trabalhador e de sua família. Seguindo a mesma metodologia utilizada pelo DIEESE, o valor do salário nínimo em Santa Cruz do Sul para o mês de setembro de 2016, pago no início do mês de outubro, deveria ter sido de R$ 3.113,18 para uma família composta por dois adultos e duas crianças.
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A cesta básica nacional relaciona um conjunto de alimentos que seria suficiente para o sustento e bem-estar de um trabalhador adulto ao longo de um mês, tomando como base o Decreto Lei nº. 399, de 30 de abril de 1938, que regulamenta a Lei nº. 185 de 14 de janeiro de 1936 – da instituição do salário mínimo no Brasil. Este Decreto estabelece que o salário mínimo é a remuneração devida ao trabalhador adulto, sem distinção de sexo, por dia normal de serviço, capaz de satisfazer, em determinada época e região do país, às suas necessidades normais de alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte.
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